Nem a chuva fina e o frio na casa dos 10°C afastaram os visitantes da Feira na Colônia Japonesa, em Ivoti, neste domingo (8). Antecipando o Dia dos Namorados, comemorado oficialmente em 12 de junho, o evento reuniu casais, famílias e apreciadores da culinária oriental em busca de experiências gastronômicas e afetivas.
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Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
O casal Estela Monteiros, 20 anos, e Maicon Leão, 23, veio de Novo Hamburgo especialmente para saborear um Yakisoba. “O que é preparado aqui tem um sabor diferente, sem falar no preço em conta”, comentou Estela. No cardápio deles, a sobremesa também era parte do plano. “Ainda não decidimos, as opções estão ótimas!”, disse Maicon, entusiasmado com a variedade disponível.
Doce celebração do amor
Doces tradicionais como Yakimanju, Dorayaki e o delicado wagashi foram os grandes destaques da feira. Produzidos artesanalmente, eles encantaram os visitantes pela apresentação e pelo sabor. A expositora Hiromi Miyabe explicou o processo de preparo do Yakimanju, feito com recheio de feijão adocicado, deixado de molho dias antes para retirar a casca.
A massa, composta por farinha, açúcar, mel, ovos, margarina e bicarbonato, é produzida na véspera para garantir frescor. Além do Yakimanju, Hiromi trouxe o sanduíche de frutas, feito com pão branco, nata e frutas frescas como morango, kiwi, banana e mamão.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Já Masae Urakami, 66, preparou diferentes sabores de Dorayaki, doce tradicional japonês composto por duas massas macias (semelhantes a panquecas) recheadas com creme ou pasta doce. As opções incluíam creme de limão, baunilha, chocolate 100% cacau e o clássico feijão doce.
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“Quando falamos em feijão como doce, muitos torcem o nariz, mas é só experimentar para perceber que o sabor está longe do que se espera. Foi adaptado ao paladar brasileiro”, explicou a expositora.
Tradição que encanta os sentidos
Outro ponto alto do evento foi a participação de Erika Funakoshi, 40, que apresentou uma verdadeira viagem sensorial pelos doces japoneses. Entre as iguarias estavam o taiyaki (waffle em formato de peixe recheado com doce de feijão azul), o mochi (bolinho de arroz glutinoso com recheio de feijão azuki) e o artístico wagashi.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
“O wagashi instiga todos os cinco sentidos”, explicou Alice, colaboradora de Erika. “O olhar, pelo visual delicado; o paladar, pelo sabor suave; o olfato, pelos aromas naturais; a audição, por representar elementos como a época da chuva; e o tato, pela textura única dos doces”, acrescenta. A produção dos wagashi é feita por Hiroko Funakoshi, mãe de Erika, que aos 70 anos segue a tradição com o carinho e a técnica passada entre gerações.