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NECESSIDADE DE PREVENÇÃO

GRIPE: Maioria dos hospitalizados não se vacinou contra influenza no RS

Falta de imunização contra o vírus contribui para que casos evoluam com mais gravidade no Estado

Dário Gonçalves
Publicado em: 30/05/2025 às 03h:00 Última atualização: 30/05/2025 às 08h:55
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Oito em cada dez pessoas hospitalizadas por gripe no Rio Grande do Sul, em 2024, não haviam tomado a vacina contra a influenza.

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O mesmo se repetiu entre os casos de morte, em que 77,5% das 288 pessoas que perderam a vida pela doença no ano passado também não estavam vacinadas. A baixa cobertura vacinal se mantém em 2025, ano que já registra 892 internações e 81 óbitos por complicações da gripe até 28 de maio.

Vacinação é importante para evitar casos mais graves | abc+



Vacinação é importante para evitar casos mais graves

Foto: Paola Altneter/GES-Especial

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A preocupação se intensifica com a chegada da onda de frio mais severa do ano, que derrubou as temperaturas no Estado.

Casos e óbitos

Os dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES) mostram um pico de hospitalizações nas duas primeiras semanas de maio, com 208 casos semanais. Este é o maior número registrado em um mês desde 2022, o que reforça a necessidade de vacinação.

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Crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades seguem entre os grupos mais vulneráveis, e também os menos protegidos.

Entre as crianças menores de 6 anos hospitalizadas no último ano, 90% não estavam vacinadas. Entre os idosos, esse índice foi de 73%, e entre pessoas de 6 a 59 anos, a taxa sobe para 91%.

Já entre os óbitos registrados no mesmo ano, não houve nenhuma morte de criança vacinada. No grupo de 6 a 59 anos, 93% das mortes foram de pessoas não imunizadas, e entre os idosos, 72%.

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Abaixo da meta

Segundo a SES, a vacina contra a gripe protege contra as cepas mais recentes do vírus (incluindo os tipos A-H1N1, A-H3N2 e B), reduzindo o risco de casos graves, internações e mortes. A proteção começa cerca de 15 dias após a aplicação e tem maior efeito durante o inverno, período de maior circulação do vírus.

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Contudo, mesmo com a campanha ampliada desde 15 de maio para toda a população acima de seis meses de idade, a adesão à vacinação ainda é baixa. Até agora, apenas 24,6% das crianças pequenas foram vacinadas no RS. Entre os idosos, a cobertura chega a 43%, e entre as gestantes, apenas 20,7%.

A média estadual entre os grupos prioritários está em 38,2%, o que a torna superior à nacional, de 32,4%, mas ainda muito abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Na prática, mais de 1,8 milhão de pessoas dos grupos prioritários seguem sem a proteção da vacina no Estado.

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Casa da Vacina aberta sábado

Com menos de um terço do público-alvo vacinado contra a gripe, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Novo Hamburgo decidiu ampliar o acesso à imunização. A partir deste sábado (31), a Casa da Vacina passará a funcionar também aos sábados, das 9 às 15 horas, medida que valerá durante todo o mês de junho.

O objetivo é facilitar o atendimento da população, especialmente daqueles que não conseguem se vacinar nos dias úteis. Estão disponíveis doses contra a influenza e a Covid-19.

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Embora a vacinação contra a gripe tenha sido liberada para todas as pessoas com mais de 6 meses de idade, a SMS reforça que os grupos prioritários continuam sendo o foco da campanha. Em Novo Hamburgo, a meta do Ministério da Saúde é vacinar 90% das cerca de 93,8 mil pessoas que integram os grupos prioritários.

Até o momento, foram aplicadas aproximadamente 30 mil doses.

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Outras formas de prevenção

Além do reforço na vacinação, é importante estar atento aos sintomas da gripe, que podem evoluir para quadros graves, principalmente em pessoas dos grupos de risco. A prevenção vai além da vacina.

Medidas simples, como higienizar as mãos com frequência, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, manter os ambientes bem ventilados e evitar contato próximo com pessoas gripadas, ajudam a conter a circulação do vírus.

O uso de máscara também é recomendado para quem apresenta sintomas gripais.

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