Uma técnica manual, que permite a criação de peças, acessórios e até mesmo roupas, a partir do enlace e de técnicas ao usar agulhas e fios de lã. O crochê é uma arte milenar, mas que, com a alta da tecnologia, foi sendo deixada de lado, principalmente, pelas gerações mais recentes.
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Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial
Mas um grupo de três mulheres quer promover esse retorno entre as crianças e jovens. É o projeto social Pequenos Artesãos, que iniciou neste mês de agosto, com aulas gratuitas para os pequenos a partir de 7 anos. As aulas ocorrem de forma quinzenal, na cabana laranja, de número 220, junto ao Centro de Cultura Arno Michaelsen, no lago Joaquina Rita Bier. A casinha, que agora se transformou em uma pequena sala de aula, foi fornecida pela Secretaria da Cultura.
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Como surgiu
Cristina Brum, Cristiane Trein e Leani Streich são as responsáveis pelo projeto. “A gente frequenta a Feira Criativa da Vila Joaquina e teve um evento que estávamos juntas e conversamos para fazer um projeto, queríamos fazer algo voltado ao artesanato e aí como nós três fazíamos crochê, seguimos nessa linha. Pensamos então em ensinar as crianças”, relembra Cristina.
A primeira aula ocorreu no dia 11 de agosto e, até o momento, três meninas estão inscritas. As oficinas são realizadas nas manhãs de segundas-feiras. “Ficamos tão encantadas, fomos trazendo aos poucos o que tínhamos em casa, de agulhas, linhas, e começamos. E as meninas saíram encantadas, comentando que vão contar para todo mundo, para os colegas de casa”, conta.
A ideia é ser uma oficina sem data de encerramento. “Teve começo, mas não terá fim, nossa ideia é seguir com as oficinas para sempre. Quanto mais crianças tiverem, poderemos abrir mais turmas. Cada grupo tem aulas duas vezes ao mês”, explica.
A capacidade máxima de cada turma será de seis alunos, onde duas crianças serão supervisionadas e ensinadas por uma professora.

Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial
“E elas vão aprender desde o básico, conhecer a linha, para o que serve, como usar a agulha, qual tamanho que se usa para cada tipo de linha. Começamos com as trancinhas, elas fizeram pulseiras para levar para casa. Aí vão ser ensinadas sobre ponto alto, baixo e quando estiverem mais confiantes, produzirão uma peça, pode ser um quadradinho, uma flor. Mas cada uma terá seu tempo.”
“Não é só artesanato”
Cristina reitera sobre como o crochê ajuda no desenvolvimento infantil. “Não é só um artesanato, ajuda na coordenação, na concentração, a prestar atenção, no estímulo ao bem-estar. Tu vê nos olhos delas a alegria de conseguirem fazer os pontos e saem orgulhosas, pois foram elas que produziram. E uma ajuda a outra.”
Quem tiver interesse de matricular seu filho, pode entrar em contato via WhatsApp. Adolescentes também podem participar. As inscrições são realizadas no (54) 9 9917-7924, com Cristina.
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Ajuda
Por ser um projeto social, onde as aulas não têm custos para as famílias, as professoras aceitam doações de agulhas e linhas de lã e algodão. “Vamos montar um kit após para elas seguirem, porque nosso objetivo é que se interessem e façam suas pecinhas, como um chaveiro de crochê, uma manta, e elas vão poder ter sua própria renda e se tornar artesãs”, revela.
A ideia, ainda, é no futuro fazer uma exposição, com as peças produzidas em sala de aula, pelas miniartesãs.
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