Natural de Gramado, a artista Daniela Szabluk, de 44 anos, terá uma grande oportunidade em sua carreira nos próximos meses. Morando na Inglaterra há seis anos, no segundo semestre deste ano, ela irá participar de um evento no Reino Unido.
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Foto: Arquivo pessoal/Divulgação
A gramadense irá expor suas peças na Potfest, na localidade de Suffolk. O evento acontece em várias partes da Inglaterra e Escócia e ela terá um estande próprio, com as esculturas.
A Potfest é uma das principais feiras de cerâmica contemporânea, reunindo ceramistas de todo o país e também artistas internacionais. O evento celebra a cerâmica artística e autoral, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer, apreciar e adquirir obras diretamente dos artistas.
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“É uma seleção bastante concorrida e um reconhecimento importante, e, claro, também um pouco intimidante, porque você expõe ao lado de artistas com muitos anos, décadas, de experiência. Mas eu sempre acreditei em tentar, e em encarar os ‘nãos’ como aprendizados e partes do processo. Então eu apliquei para participar, e, maravilhosamente, fui selecionada”, conta Daniela.
Para ela, ser convidada é uma honra e um grande reconhecimento. “Sei que, em termos de trajetória, ainda estou no começo, mas quero muito viver essa experiência, me conectar com outros artistas e mostrar minha arte para o público”, relata.
A artista trabalha, no momento, nas peças que serão expostas. “Tenho cerca de oito esculturas prontas. Também pretendo levar peças menores, no meu estilo cartoon. Elas não são o foco principal, mas quero incluí-las para que o público conheça esse meu outro lado”, diz.
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Mudança proporcionou inserção na cerâmica
Daniela desde pequena é apaixonada por arte. “Na infância, eu adorava desenhar, e sempre fui muito incentivada pelos meus pais. Na adolescência, eu fazia de tudo um pouco: pintava roupas, desenhava nos cadernos, ilustrava paredes de quartos de amigos. E também pintei porcelana por alguns anos”, relembra.
Já adulta, formou-se em Design Gráfico, mas foi há dois anos, na Inglaterra, que encontrou um curso introdutório de cerâmica. “Não imaginava o impacto que isso teria. No dia do curso, quando comecei a usar a argila e as tintas, me emocionei, cheguei a chorar”, pontua.
Atualmente, ela trabalha com duas linhas: esculturas, com peças maiores, geralmente bustos femininos, inspirados na complexidade das emoções humanas; e criação de peças menores. “Mas que também contam histórias”, ressalta.

Foto: Arquivo pessoal/Divulgação