Do balcão da farmácia à presidência do Legislativo. O vereador Neri foi eleito nesta semana para comandar a mesa diretora da Câmara de Gramado em 2026. Em entrevista ao ABCmais, o parlamentar projetou o próximo ano de sua gestão, que deverá ser focada em saúde e mobilidade urbana.
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Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial
Catarinense de origem, Neri chegou a Gramado em 22 de abril de 1993 — uma data que ele brinca coincidir com o “descobrimento do Brasil”, fazendo uma analogia ao seu próprio descobrimento da cidade. Há 32 anos atuando no ramo farmacêutico, ele construiu sua base política no contato direto com a população e na liderança comunitária do bairro Pórtico 2.
A entrada na política foi uma consequência natural de seu envolvimento social. De presidente de CPM escolar e associação de moradores, onde lutou por conquistas vitais, como a creche do bairro – hoje com 18 anos de funcionamento – e a pavimentação de ruas, Neri chegou ao Legislativo.
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Após um primeiro mandato consistente, onde atuou por quatro anos – inicialmente como suplente, chamado para ocupar cadeira de titular -, ele foi reeleito e agora se prepara para assumir a presidência.
“Quem confia em mim sabe do meu compromisso de nunca decepcionar. Se não sabemos o caminho, qualquer lugar serve, mas nós temos um norte muito claro: o bem-estar da comunidade gramadense”, afirma.
Projetos de acessibilidade
À frente da Câmara, Neri pretende dar continuidade a projetos de inclusão, reforçando as melhorias de acessibilidade no prédio do Legislativo, como rampas, elevadores e piso tátil, além de manter ativa a Comissão da Pessoa com Deficiência. Ainda, quer aprimorar projetos de sustentabilidade já existentes, como da captação de água da chuva.
No entanto, ele reconhece que 2026 poderá ter o debate de novos assuntos polêmicos. Um deles, poderá vir a ser a taxa que substituirá a TTS. O vereador classifica o tema como uma “batata quente”, citando a inconstitucionalidade da cobrança atual por não ser isonômica.
“Sabemos que a taxa precisa ser revista. O Executivo já sinalizou a revogação para criar um modelo justo e legal. Será um debate difícil, mas necessário para garantir que a cidade continue arrecadando sem ferir a legislação.”