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SAFRA

Com colheita no auge, pinhão apresenta crescimento considerado "satisfatório"; veja projeções

A partir de levantamento feito por extensionistas, as projeções para este ano são positivas, apesar das oscilações em 2024

Fernanda Steigleder Fauth
Publicado em: 13/06/2025 às 13h:19 Última atualização: 13/06/2025 às 13h:20
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Quem anda pela Região das Hortênsias, em áreas com muitas araucárias, encontra no chão as famosas sementes: o pinhão. A colheita do fruto está no auge e é permitida por lei estadual desde o dia 1º de abril. E conforme a Emater/RS-Ascar, neste ano a safra tem “crescimento satisfatório”. 

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Colheita e venda do pinhão em 2025 já são permitidas



Colheita e venda do pinhão em 2025 já são permitidas

Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial

A entidade estima, para este ano – principalmente no período entre abril e julho – uma produção de cerca de 860 toneladas. Em algumas regiões, onde há variedades tardias da araucária, o pinhão pode ser encontrado em menor quantidade ainda em agosto e setembro.

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Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, o Estado está no auge da colheita, com maior oferta e queda nos preços para o consumidor, que variam entre R$ 12 e R$ 14 o quilo – em abril era de R$ 17/kg.

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A Região das Hortênsias e os Campos de Cima da Serra se caracterizam como as maiores produtoras de pinhão do Estado, com expectativa de colher mais de 600 toneladas. No Planalto, região de Passo Fundo, a estimativa é de 110 toneladas, enquanto que Centro Serra e Serra do Botucaraí devem colher aproximadamente 150 toneladas.

A partir de levantamento feito por extensionistas, as projeções para este ano são positivas, apesar das oscilações em 2024. “No ano anterior, a produção foi muito fraca. Neste ano, está melhor, embora ainda não atinja o patamar de uma safra cheia. Ainda assim, foi um alívio para os agricultores extrativistas que têm no pinhão uma fonte importante na geração de renda ou mesmo no sustento das unidades de produção familiar”, avalia o extensionista da Emater/RS-Ascar, Antônio Carlos Borba.

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O pinhão é reconhecido como importante produto ligado à cultura e à tradição do Sul do País e sua produção possui poucas iniciativas de beneficiamento e industrialização, como no artesanato e na culinária, bem como no armazenamento, o que limita a sua venda.

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