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Conhecida por ações sociais, voluntária de Gramado descobre tumor e precisa de ajuda

Moradora de Gramado, Karla Elenara de Oliveira, de 60 anos, precisou ser internada no hospital às pressas e passar por cirurgia de emergência

Fernanda Steigleder Fauth
Publicado em: 27/12/2024 às 09h:31 Última atualização: 30/12/2024 às 09h:31
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A moradora de Gramado, Karla Elenara de Oliveira, de 60 anos, precisa da ajuda da comunidade. Conhecida por suas ações sociais e, atualmente, voluntária da Amae, foi diagnosticada neste mês com um tumor cerebral maligno. No dia 10 de dezembro, precisou ser internada às pressas e já no dia 13, passou por uma cirurgia emergencial.

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Karla Elenara de Oliveira precisa da ajuda da comunidade



Karla Elenara de Oliveira precisa da ajuda da comunidade

Foto: Arquivo pessoal

O procedimento foi realizado de forma particular, devido à gravidade e a impossibilidade de espera pelo Sistema Único de Saúde (SUS). E os custos são elevados desde esta primeira etapa. Despesas médicas, valores com hospital, internação, medicamentos, anestesista e sala cirúrgica, além de UTI, já somam mais de R$ 80 mil.

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Mãe de três filhas e avó de cinco netos, familiares afirmam que ela sempre foi uma mulher sonhadora, resiliente e que está sempre de bem com todos. “Desde que me conheço por gente, a mãe sempre acolhe quem precisa, ajudando em oportunidades de trabalho, conselhos e apoio. Seu lema é trabalho, seja voluntário ou não. Ela é extremamente determinada e está sempre envolvida em projetos que beneficiam a comunidade, como a Cooperativa Planalto, Amae, AABB, Rotary, Sicredi, CTG e provavelmente mais alguns que no momento eu não me recordo”, coloca a filha, Débora Dickel.

“Mãe não ficava doente”

Foi nos últimos três meses que os filhos começaram a perceber os primeiros sinais estranhos. “Dificilmente a mãe ficava doente ou parada, e por conviver bastante com ela, eu e minha esposa notamos alguns sinais estranhos desde outubro, coisas que não eram normais. Ela quase não conseguia ficar muito tempo trabalhando, andava esquecida, não prestava muito atenção quando conversávamos e sempre cansada demais. A expressão do rosto estava um pouco diferente, o olhar vago e também o surgimento de aftas na boca”, relembra Débora.

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Outra alteração que chamou atenção dos familiares foi mudança de humor e comportamento, que ocorria de forma repentina. “Sempre brincamos que ela é uma ‘alemoa teimosa’ porque ela tem um jeito metódico de fazer as coisas em casa, e se não for do jeito dela, ela diz que está errado. E de quase uns 2 meses pra cá, percebemos que ela simplesmente não dava bola ou parecia não se importar com as coisas. Foi uma mudança de humor leve mas quem convive mais próximo dela poderia facilmente perceber que tinha algo diferente”, explica.

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No início de novembro, Karla começou a ter uma febre, caracterizada como “estranha”. Ela não conseguia se alimentar e a suspeita foi que pudesse ser uma virose. “Era muito raro pra ela, desde então ela não queria sair do sofá, a comida não descia muito bem e ela suspeitava que pudesse ser uma virose.
Às vezes tentávamos conversar e ela ouvia e não respondia, ficava sem expressão, parecia perdida no ‘espaço’, não sabíamos ao certo se ela não tinha escutado ou se não queria responder”, diz.

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Logo após, adquiriu e precisou investigar uma infecção que apareceu após as febres. “Logo ao passar na triagem, pela primeira vez, teve um pico de 20 por 12 na pressão, no qual não teve sintoma algum, medicaram e ela ainda foi em uma reunião após sair do posto. Quando chegou em casa estava extremamente cansada”, relembra Débora.

Entre idas e vindas ao posto de saúde e depois de algumas consultas, exames de rotinas foram realizados e vitaminas, antibiótico e diurético receitados. A informação era que ela precisava de descanso e que a imunidade devia estar baixa, com sobrecarga de trabalho e estresse altos. Contudo, a febre e o cansaço não cessaram.

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“Cogitamos ir em busca de um neurologista, pois desconfiávamos que poderia ser um Alzheimer ou até mesmo depressão. Decidimos esperar ela voltar de uma viagem que faria no dia 5”, pontua. “Conversamos com a afilhada da mãe, que atualmente mora com ela, e o que estávamos vendo de ‘sintomas’ começou a bater, nós não estávamos exagerando, então, comecei a falar para as minhas irmãs que eu achava que a mãe não estava normal e elas concordaram que algo estava errado, que poderia ser mesmo um Alzheimer ou até mesmo a depressão”, complementa. 

Durante a saída, vômitos, tonturas e desequilíbrio eram sinais de que algo estava errado. Ao pesquisar na Internet, acreditava que poderia ser uma labirintite forte ou uma sinusite. No retorno da viagem, pediu para a irmã de Débora a levar da rodoviária para direto ao Hospital São Miguel. “Estava com uma pressão absurda na parte da frente da cabeça, com vômitos e náuseas. O clínico geral do plantão medicou para uma sinusite e a colocou no soro, pois estava sem se alimentar”, lembra a filha.

Mas a situação piorou. “Na segunda acordou chorando, optamos por levá-la em uma consulta particular, pois não sabíamos mais o que fazer. Chegando lá, a sinusite realmente foi descartada pelo doutor e ele solicitou uma tomografia com contraste, a qual já tivemos que fazer particular.”

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A descoberta

No dia da tomografia, precisou utilizar cadeira de rodas. Os movimentos começaram a ficar limitados do lado esquerdo e a pressão na região da testa continuava. “A noite tinha sido um turbilhão, não poderíamos esperar até o laudo sair na sexta, então, optamos por levá-la diretamente da tomografia para o hospital, onde mostramos as imagens para a clínica geral, falamos tudo o que vinha acontecendo. Tivemos que ajudá-la no banho pois o lado esquerdo já estava ficando debilitado, com movimentos involuntários, perda de sensibilidade e a visão dela estava sendo afetada”, coloca.

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A médica abriu as imagens, fez testes e notou que havia alteração no exame. Encaminhou, naquele exato momento, para um neuro. Então, veio a má notícia. “A descoberta do tumor cerebral foi um choque. Apesar da tristeza inicial e da nossa agonia, a mãe sempre manteve a confiança de que tudo daria certo. Conseguimos realizar a cirurgia de urgência para a retirada do tumor maligno, que se espalhou rapidamente. Um dia a mais de espera poderia ter sido decisivo na vida dela”, relembra a filha.

Caso houvesse mais demora no procedimento cirúrgico, a mãe poderia entrar em coma. Atualmente, Karla segue internada. “Apesar dos desafios, seguimos otimistas e unidos em prol da saúde dela. Estamos na esperança de que tudo fique bem logo para podermos levá-la para casa e dar andamento nos próximos passos”, afirma.

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Como ajudar

Embora estimem um valor de R$ 80 mil, devido aos dias a mais internada, a necessidade de mais recursos deverá aumentar. O resultado final da biópsia será decisivo para os próximos passos, de como a família deverá proceder em relação ao tratamento.

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“É um câncer bem agressivo e precisamos saber como ele reagirá a radioterapia e quimioterapia. Os tratamentos serão realizados com auxílio dos programas públicos, mas trarão despesas adicionais que também precisaremos considerar”, comenta Débora.

Qualquer contribuição é aceita. O valor arrecadado até a segunda-feira, dia 23, foi de R$ 24,6 mil. Os dados para quem quiser ajudar são: Banco Sicredi – PIX karlaelenaradeoliveira@gmail.com. O nome de Débora Dickel aparecerá no momento da transferência.

 

* Matéria editada em 30 de dezembro de 2024, às 9h30

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