Foi assinado no início da tarde de quarta-feira, dia 19, um contrato que firma parceria público-privada, entre Corsan/Aegea, Prefeitura de Gramado e empreendimentos, visando a ampliação da rede de esgotamento sanitário em quatro setores da cidade. Serão investidos R$ 150 milhões em cerca de quatro anos nas regiões do bairro Várzea Grande, Mato Queimado, Dutra e área oeste – que compreende o Carazal.
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Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial
Após diversas reuniões entre a companhia e empreendedores, a proposta visa adiantar recursos e trazer celeridade para as obras tão fundamentais devido ao crescimento do município e a presença de milhões de turistas anualmente.
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Com a presença do promotor de Justiça do Ministério Público, Max Guazzelli, o acordo firmado prevê que a Corsan ficará responsável por 80% dos valores de investimento, enquanto que os empreendedores 20%.
“A estatal ficou muitos anos sem investir em Gramado, tanto no fornecimento de água, quanto no tratamento e coleta de esgoto. Gerou uma série de ações civis públicas, liminares. Em relação ao esgoto, são duas situações, uma onde está a rede de coleta na região já edificada e existe também o passivo de conexões irregulares”, justifica o representante do MP.
Conforme o diretor executivo de Operações da Corsan, Rodrigo Lacerda, foram muitos meses buscando soluções, até chegar nesse modelo, considerado pioneiro na região. “Hoje é um dia muito importante para a região. É um desafio que o prefeito Nestor Tissot trouxe no último ano, que é a antecipação das obras de esgotamento sanitário, sabendo a importância disso para os cidadãos e o desenvolvimento econômico do município”, diz.
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Primeira etapa
O acordo assinado trata sobre a primeira etapa, que antecipa os investimentos. “Obras que vão começar nos próximos meses em Gramado, e que vai permitir a parceria entre Corsan e empreendedores, onde vai viabilizar os investimentos na região toda de expansão da cidade”, coloca Lacerda.
O projeto foi elaborado em conjunto e a ampliação da rede de esgoto deve iniciar no bairro Várzea Grande. “A pujança que é Gramado no turismo para a região e País necessita de investimentos, de grandes aportes, para conseguir acompanhar o desenvolvimento”, acrescenta o diretor.

Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial
Serão 20 quilômetros de rede que serão instalados e as intervenções devem iniciar em cerca de 90 dias. Nas próximas semanas, empreendimentos licenciados e que ainda não conversaram com a companhia, ainda podem aderir ao programa conjunto.
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De todas as regiões, mais de 50 estabelecimentos já fazem parte. Apenas na Várzea, 70% já assinaram contrato e as expectativas são que o restante entre no acordo na próxima semana.
Podem ingressar no projeto da Corsan os empreendimentos que tiverem prazo de conclusão até um ano após o término das obras.
Obras devem ser finalizadas em, pelo menos, quatro anos
Cada bloco deverá ter duração de 12 meses de obras. O maior investimento será no bairro Várzea Grande, com estimativa de R$ 50,5 milhões – com R$ 39,4 de aporte da Corsan e R$ 11 milhões dos empresários.
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A meta da empresa é ter, pelo menos, 45% do esgoto tratado na cidade até 2029. Para cumprir o Marco do Saneamento Legal até 2033, 90% do esgoto precisa ser coletado e tratado.
“É um problema passivo de muitos anos sem investimentos”, diz prefeito
O prefeito Nestor Tissot falou sobre os problemas de água, que se agravaram nos últimos meses e tem se tornado tema recorrente de reclamações. “Eu não tenho procuração nenhuma da Corsan, mas posso dar um testemunho, sei da aflição da nossa comunidade, muitos anos faltando água, principalmente no verão, quando a cidade recebe um público visitante muito grande. É justa a reclamação da sociedade”, diz.
Ele defende que “está acompanhando o outro lado, os investimentos, boa vontade e ações que a companhia está fazendo para resolver os problemas”.

Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial
Ainda segundo o chefe do Executivo municipal, “logo ali na frente o problema será resolvido, é um problema passivo de muitos anos, que os municípios têm acompanhado e sem investimentos. Gramado cresceu muito e os investimentos em água e esgoto zero praticamente, ia chegar num momento que ia explodir”.
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Tissot reitera que solicitou urgência para encerrar as obras da nova adutora de água até novembro. “Teremos mais duas equipes aqui, para priorizar esse término em novembro. Queremos que em dezembro, maior movimento da cidade, não tenhamos esse problema. Entregando isso, estaremos com os problemas resolvidos. Estou otimista, é preciso ter um pouquinho, ainda mais, de paciência. Mas estamos indo atrás de soluções”, finaliza.
Problemas poderiam ter surgido antes
O promotor também falou sobre a situação da água. “Antigamente, a Corsan somente investiria numa nova adutora quando a situação de fornecimento de água estava estrangulada. Acontece que Gramado com a demanda populacional, com a vinda de turistas e o crescimento exponencial de água, era visto que em dois, três anos, estaríamos numa situação de quase absoluta falta de água. Chego a pensar que se não fosse a pandemia e a desaceleração econômica, teríamos tido esses problemas há mais tempo.”

Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial