O transporte escolar passou por mudanças no início desse ano letivo. E, com as alterações, houve os primeiros registros de problemas com a empresa. Crianças sendo deixadas com crianças e até com outras mulheres, automóveis superlotados, com atrasos e jovens em pé, estão entre as situações citadas.
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Foto: Laura Silveira/Especial
O assunto foi, inclusive, pauta da Tribuna do Povo da Câmara de Vereadores, na segunda-feira, dia 24.
Idacir Cardoso trouxe à tona o que os moradores do Piratini, Floresta, Centro e Linha Ávila estão passando. Ele relatou a surpresa e a preocupação da comunidade com a saída da empresa “Bloss”, que transportava os 400 alunos por mais de 29 anos. “No dia 20 as aulas começaram e também os problemas. Temos relatos de crianças em pé, com dificuldades de sair do ônibus devido à superlotação, criança que entra no ônibus e o motorista sai antes de sentar-se, ausência de monitor, crianças em ônibus errado, crianças com medo de ir para escola, crianças sendo deixadas na escola, com mulher aleatória na rua achando que era mãe dela”, cita.
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A antiga empresa perdeu o processo licitatório. Os pais realizam um abaixo-assinado .”No dia 8 de janeiro, em audiência pública nesta Casa, o secretário Tiago Procópio deixou registrado em sua explanação que empresas com contrato, o mesmo seria mantido. Temos mais de 200 assinaturas de pais mostrando sua insatisfação”, coloca.
“Reivindicamos a volta da Tia Marcia na prestação deste serviço, a permanência de uma equipe com responsabilidade e segurança, que sempre cuidou e zelou pela vida dos nossos filhos. Muitos fomos até a Secretaria de Educação em busca de respostas, mas a mais mencionada foi ‘é a lei, estamos seguindo a lei'”, finaliza.
Serviço deve ser normalizado
Os pais levaram cartazes para a Câmara de Vereadores. A Prefeitura de Gramado emitiu um comunicado após as manifestações na sessão de segunda. “A Secretaria de Educação informa que devido a troca da empresa responsável pelo serviço foi necessário fazer alguns ajustes de cadastro dos estudantes, visando adequar os pontos de parada. Na quarta-feira, dia 24, os servidores fiscais do contrato acompanharam a Rota Linha Ávila/Senador/Santos Dumont, onde foram constatados problemas, com o objetivo de traçar com maior precisão pontos de embarque e desembarque”, diz.
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Sobre os relatos de superlotação, a pasta informa que “foram dezenas de matrículas mesmo após o início das aulas, ocasionando um número maior de estudantes em relação aos assentos”. A situação tinha previsão de normalização na quinta-feira, dia 27, com a inclusão de mais um veículo. “A Secretaria reforça que está atenta e vigilante a todas as situações que ocorreram e trabalha em busca de soluções imediatas.”