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ENTENDA

Correios de Gramado e Canela retomam paralisação e sindicato manda recado: "Essa greve é total responsabilidade das decisões gerenciais"

Suspensão das atividades já havia ocorrido em agosto, quando 90% dos funcionários, que exercem funções motorizadas e de entrega de correspondências, pararam

Fernanda Steigleder Fauth
Publicado em: 09/09/2025 às 12h:21 Última atualização: 09/09/2025 às 14h:53
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Os servidores dos Correios, no Centro de Distribuição Domiciliária (CDD) Hortênsias, que atende Gramado e Canela, retomaram a greve por tempo indeterminado na segunda-feira (8). Uma paralisação já havia ocorrido em agosto, quando 90% dos funcionários, que exercem funções motorizadas e de entrega de correspondências, pararam. 

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Greve nos Correios, no CDD Hortênsias



Greve nos Correios, no CDD Hortênsias

Foto: Divulgação

A medida ocorre como forma de protesto contra uma decisão da Superintendência Estadual dos Correios do Rio Grande do Sul (SE/RS), de reintegrar um profissional a um cargo de liderança da unidade.

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“Os trabalhadores do CDD Hortênsias estão iniciando novamente uma greve para que a Superintendência Estadual dos Correios tome um posicionamento sobre a gestão da unidade. O sindicato levou a pauta dos trabalhadores para reunião e colocou todos os problemas. A gestão da empresa duvidou da reivindicação. Os trabalhadores deram relatos gravíssimos, de anos de assédio moral, de anos de falta de gestão por parte do atual gestor e infelizmente a alta gestão da empresa fez que nem Pilatos e lavou as mãos”, disse representante em vídeo publicado em rede social do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do RS (Sintect-RS).

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Conforme informações do Sintect-RS, a mobilização surgiu após os trabalhadores do CDD Hortênsias fazerem um abaixo-assinado, que pedia que este gestor não fosse reconduzido ao cargo.

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“Apesar de todas as tentativas dos trabalhadores e das trabalhadoras da unidade, a SE/RS só fez ser intransigente. Antes de nomear o gestor, os trabalhadores fizeram um abaixo-assinado e colocaram seus motivos para não aceitarem a nomeação. A SE/RS respondeu que isso era decisão só deles”, afirma o sindicato.

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Conforme representantes da entidade, nas últimas semanas representantes ouviram os relatos dos servidores do CDD. “Ficou evidente a falta de clima organizacional na unidade para a permanência do gestor, foram colocados vários casos de inabilidade de conduta interpessoal e incompetência técnica. Mas, na hora da decisão, a SE/RS diz que a decisão de ficar ou sair é do gestor”, explica o Sintect-RS.

“Não adianta a Superintendência Estadual querer lavar as mãos, essa greve é total responsabilidade das decisões gerenciais. Por isso falamos, se essa greve vai durar um dia ou um mês, é o SE/RS que decide”, finaliza a colocação o sindicato. 

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O Sintect-RS levará ao Ministério Público do Trabalho as reivindicações. “O presidente da empresa assinou com o Ministério Público um termo afirmando que não teria mais assédio moral na empresa e a Superintendência Estadual faz isso, traz de volta um gestor que tem no seu currículo assédio moral e vários tipos de perseguição” pontuam. 

A reportagem entrou em contato com o Correios e aguarda novo posicionamento. 

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Entenda o caso

A greve começou no dia 18 de agosto e foi consolidada no dia 21 daquele mês, encerrando no dia 25. A suspensão ocorreu sob a condição do Correios abrir negociações.

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Entre as alegações dos servidores, problemas de gestão, assédio moral e até mesmo abuso de autoridade por parte do gestor, que retornou ao CDD Hortênsias, após um período em outra região do Estado. O sindicato ressalta que o próprio Correios já havia afastado o gestor anteriormente por problemas semelhantes.

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