Primeiro título profissional, avanço nas obras do novo estádio, fortalecimento dos projetos sociais. O ano de 2024 foi repleto de conquistas para o Centro Esportivo Gramadense (CEG). O Trem da Serra completou 95 anos no dia 22 de dezembro, com uma história cheia de realizações e projeções grandiosas para o futuro.
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Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Foi em 2022 que o time se profissionalizou, disputando a Terceirona Gaúcha pela primeira vez. Em 2024, alcançou o título e o tão almejado acesso à Série A2, a segunda divisão do campeonato estadual.
Reeleito e com mais dois anos de gestão, o presidente Sandro Bazzan reafirma o compromisso do clube com a comunidade. Para ele, mesmo com a profissionalização, fortalecer as categorias de base e incluir a criançada no mundo do esporte são as principais missões do Gramadense.
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Nova casa do clube

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Um dos importantes passos para o Gramadense está sendo a construção do novo estádio, na Linha Carazal. A despedida do Estádio dos Pinheirais, que ficava na área central, foi em 2016. Com a concretização de uma permuta, o Gramadense conquistou os cerca de 15 hectares para a nova estrutura, assim como uma renda fixa, através do empreendimento Vita Boulevard.
Em obras desde o segundo semestre de 2020, a expectativa é que o local possa ser aberto ao público no final de 2025. A parte estrutural das arquibancadas, para em torno de 4 mil torcedores, vestiários e áreas de convivência está concluída, restando os acabamentos e equipamentos.
A ideia é que toda a parte administrativa do Trem da Serra seja no novo local, que terá também auditório, sala de fisioterapia e nutrição e academia. Os vestiários de padrão profissional terão espaço de aquecimento com grama sintética, banheiras de gelo e sauna. Vestiário da arbitragem, sala de dopagem e cabines de imprensa estão contemplados na estrutura.
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Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
O projeto prevê uma arena multiuso. Assim, além da prática esportiva, shows e eventos sociais e corporativos poderão ser realizados, outra forma de renda para o Gramadense. No andar superior, junto com os camarotes, terá área para lojas e restaurantes.
Gramado sintético
Uma das decisões do clube foi utilizar a grama sintética no estádio, por causa do clima da região. A empresa para a instalação já foi contratada e trabalhou em gramados nos centros de treinamentos de clubes como Boca Juniors, Flamengo, Santos e Sport. A drenagem ao redor do campo está sendo realizada. Falta apenas a terraplanagem para preparar o terreno para receber o material, importado dos Emirados Árabes.
Investimento inicial de R$ 25 mi
O presidente Sandro, que também é engenheiro civil, acompanha a obra do estádio de perto. Ele reforça que, há anos, tem buscado referências e conhecido estruturas esportivas pelo Brasil.
No momento, o trabalho está concentrado em como otimizar espaços e instalações, com o objetivo de ter uma operação econômica e com menos manutenções. “Estamos criando uma estrutura multiuso, que pode ser usada para um grande show, mas com espaço para uma festa de aniversário com 20 pessoas”, acrescenta.

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Ao longo desses últimos anos, já foram investidos R$ 20 milhões no local. Conforme Sandro, mais cerca de R$ 5 milhões precisam ser aportados para que a operação possa iniciar.
Além da estrutura construída, existe espaço projetado para futuras arquibancadas, estacionamentos e até construir um hotel com vista para o campo, como na Europa.
No total, houve o manejo da vegetação em 3,5 hectares da área. Contudo, existe a possibilidade de construção em 7 hectares. “Mas acredito que não seja necessário chegar até esse número. Conseguimos criar uma harmonia ambiental, ter um estádio diferente de qualquer outro”, aponta Sandro.
“A gente tem a ansiedade de ver o estádio pronto. Vai fazer muita diferença para o clube, atletas e comissão técnica. Mas, além da estrutura física, temos uma estrutura humana construída, com uma equipe forte e uma comunidade que agora acredita na gente. Queremos que os gramadenses enxerguem esse espaço como a casa de todos. O estádio está sendo construído para isso. Os títulos serão consequência do que a comunidade fará aqui”, corrobora o presidente.
Esforço para início da operação

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
O início das atividades no estádio pode depender do calendário da Federação Gaúcha de Futebol. Nos últimos anos, os jogos da Divisão de Acesso ocorreram em abril. Entretanto, existe a possibilidade de mudança para o segundo semestre. Caso isso se concretize, haverá um esforço maior por parte do Gramadense para que o estádio possa receber as partidas em 2025.
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Um dos pontos citados pelo clube é que as obras podem ocorrer mesmo com a operação em andamento. Basta atender aos requisitos de segurança, limitando o acesso às áreas ainda em construção.
Outro projeto para o ano é aumentar os patrocinadores do clube, aproximando o time das empresas locais.
Parceria com o Executivo municipal
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O secretário de Esporte de Gramado, Lucas Roldo, destaca que o novo estádio do Gramadense vai fortalecer a parceria com a prefeitura. O Executivo municipal atua com repasse anual para o transporte dos jogadores da categoria de base e o empréstimo de espaços públicos para a realização dos jogos.
Com apoio do Conselho Municipal de Desporto, há ajuda na contratação de profissionais para as aulas dos projetos sociais. A outra parte do recurso é aportada pelo Gramadense, assim como o material e logística. São atendidos aproximadamente 850 crianças nos projetos de futsal, mais 150 jovens na categoria de base – do sub-11 ao sub-20.
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Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
“Vamos fazer com que mais projetos aconteçam no estádio no dia a dia, campeonatos municipais, shows, eventos, espetáculos”, atesta Lucas. Para o secretário, o gramado sintético vai auxiliar. “A gente tem que dispensar muitos eventos. Nosso clima é complicado e o campo da Vila Olímpica não se recupera tão fácil. O estádio do Gramadense vai ‘virar a chave’ do turismo esportivo da cidade”, ressalta.
Há o planejamento, inclusive, de instalar grama sintética de padrão profissional na Vila Olímpica, aumentando o uso ao longo do ano. O projeto está estimado em R$ 2,2 milhões e pode ser viabilizado com recursos do governo federal.