José Horácio Aboudib, médico reconhecido internacionalmente na área da cirurgia plástica e membro titular da Academia Nacional de Medicina – entidade exclusiva e restrita, que conta com apenas 100 profissionais em todo País -, trará sua expertise para a região.
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Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial
Morador de Gramado desde a pandemia, ele começará a operar no Hospital São Miguel. “Estava mais a lazer aqui, mas com o tempo começou a haver uma demanda e comecei a cansar dessa ida e vinda. Então como não quero parar de trabalhar, estou operando em Gramado”, conta.
No momento, ainda opera no Rio de Janeiro e intercala com a Serra gaúcha. Por lá, são cerca de 20 operações ao mês. “O protocolo é examinar e ver o que paciente quer, ver se é possível, e dentro disso, planejar o que é melhor para ela, há várias opções técnicas. Aí há pré-operatório, para verificar se está em boas condições, a marcação da operação e a cirurgia. O pós leva em torno de 15 dias e a partir disso, poderá levar uma vida praticamente normal. Com um mês, pode voltar à ginástica”, diz.
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Sobre o HASM, afirma que o local “funciona bem, tem boa estrutura, segurança, para a realização das cirurgias”. “Sou da época que fazia todas as cirurgias plásticas, hoje, há uma tendência a se direcionar e acabei me direcionando para as de face, que são mais complexas, longas. Elas demandam mais requisitos técnicos”, explica.
A plástica de face mudou muito, conforme o médico. “Desde quando comecei há 40 anos, mudou tudo. Hoje, não se trata apenas a pele, não é só a pele que envelhece. É toda a estrutura facial, então atualmente tiramos a gordura em excesso, coloca a gordura onde está faltando, corrige a flacidez da musculatura e de todas as estruturas profundas. Digo que hoje, uma cirurgia que era de esticar a pele, agora virou uma de reestruturar a face”, revela.
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“As pessoas estão vivendo mais”
A face é uma das cirurgias mais procuradas. “As pessoas estão vivendo mais e melhor. A minha avó aos 60 anos era uma senhora. Hoje aos 70 anos minha mulher é uma gata. Então a participação na vida é muito mais intensa. As pessoas querem adequar sua saúde ao seu aspecto”, coloca.
A blefaroplastia – cirurgia de pálpebras – é a mais realizada do mundo. “Homens e mulheres vão precisar cada vez mais, inevitavelmente as peles vão cair, isso vai pesar sobre o músculo elevador que abre a pálpebra e ao final do dia as pessoas não conseguem mais abrir o olho, devido ao cansaço. Então retirar esse peso e devolver a anatomia natural dará muito mais conforto e qualidade de vida ao paciente.”
Projetos
A ideia do médico, além de fazer as cirurgias no HASM, é de contribuir com sua experiência ao setor de saúde da cidade. “O que for possível de ensino, que sempre fui ligado, praticarei também, dependerá da demanda que possa ter”, conta.
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