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SOLIDARIEDADE

Saiba como o seu Imposto de Renda pode ajudar projetos sociais

A Pastoral do Menor Adolescente, no bairro Piratini, é uma instituição que recebe o aporte financeiro

Mônica Pereira
Publicado em: 25/03/2022 às 03h:00 Última atualização: 25/04/2025 às 10h:43
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Seu Imposto de Renda pode fazer a diferença na vida de muitas pessoas. Mesmo sem pagar nada a mais, apenas destinando até 3% para os fundos de apoio a crianças e até 3% aos fundos para idosos, diversos projetos sociais são contemplados.

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Pastoral do Menor Adolescente, em Gramado



Pastoral do Menor Adolescente, em Gramado

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL

As declarações neste ano podem ser feitas até o dia 29 de abril. O conselheiro do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul, Célio Affeldt, explica que todas as pessoas físicas que fazem a declaração no modelo completo e tenham imposto a pagar ou a restituir podem contribuir.

No aplicativo ou site da Receita Federal, basta clicar em ‘doações diretamente na declaração’ e seguir os passos, selecionando ‘municipal’ como o tipo do fundo e escolher a cidade. Depois, é só conferir o valor que pode ser doado e pronto. Essa ação vai ajudar centenas de pessoas.

Comdica
Apesar do recurso ser federal, no caso das crianças e adolescentes, ele é destinado através do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica).

No cargo desde a semana passada, o novo presidente da entidade, Moisés Reis, destaca que no último edital aberto, cinco projetos sociais de Gramado foram contemplados e cada um recebeu R$ 25 mil. Do montante, R$ 69 mil foram provenientes das destinações do Imposto de Renda.

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O valor é considerado baixo pelo presidente e ele reitera a importância do ato, que pode alavancar as ações sociais na cidade. “Ainda temos um potencial muito grande que deixamos de arrecadar porque as pessoas simplesmente não sabem que podem fazer essa destinação”, comenta.

Pama
Um dos projetos contemplados com esses recursos é a Pastoral Do Menor Adolescente, do bairro Piratini, que existe desde 2004.

As atividades são voltadas para crianças e adolescentes, entre os 10 e 16 anos. Atualmente, 73 alunos participam das aulas de dança, jiu-jitsu, música, canto, informática, artesanato. Tudo de forma totalmente gratuita.

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Essa história começou quando quatro mulheres do bairro se uniram para pensar em algo para que as crianças da comunidade pudessem fazer no contraturno escolar. Com apoio da Igreja Católica, as atividades iniciaram de modo informal, contando com o apoio de voluntários. Ao longo do tempo, foram se estruturando e hoje todas as oficinas ofertadas são com profissionais graduados.

“Nós agradecemos muito todo mundo que já nos ajudou, mas hoje as crianças contam com aulas que não perdem em nada para cursos pagos que encontramos por aí”, destaca a coordenadora e uma das idealizadoras, Marlí Zimmer Wille.

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Custeio das ações

 Além dos recursos da destinação do Imposto de Renda e outras verbas do Comdica e do Movimento Comunitário de Combate à Violência (Mocovi) – através do Ministério Público – a Pama sobrevive dos repasses de emendas dos vereadores, doações e participações em editais destinados a ações sociais. “Inscrevemos no Sicredi um projeto para elaborarmos um curso de educação financeira para as crianças desde as mais novas”, destaca.

"Dever cumprido"

 Conforme Marlí, como o bairro tem uma característica de ter moradores que passam o dia todo no trabalho, eles atendem as crianças que possuem interesse nas atividades, mas tendo um olhar mais focado nas em situação de vulnerabilidade.


Coordenadora do projeto Pastoral do Menor Adolescente, Marlí Zimmer



Coordenadora do projeto Pastoral do Menor Adolescente, Marlí Zimmer

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL


Na Pama, apesar do vínculo com a Igreja, a coordenadora destaca que não há doutrina religiosa e que todos são bem-vindos.

“Temos a sensação de dever cumprido quando a gente vê que faz a diferença na vida das pessoas que passam por aqui e que a maioria vai parar no Ensino Médio. É quebrar ciclos. É muito mais que um trabalho, é a missão de olhar o outro e ver que podemos fazer algo”, conclui a coordenadora do projeto. 

"Eu amo o projeto"

 Quem participa das atividades ofertadas pela Pama é a Maria Eduarda de Almeida Garcia, de 15 anos. Ela está há quatro anos participando das aulas. “Eu amo o projeto. Fiz muitos amigos, me tornei uma pessoa melhor, aprendi sobre questões sociais”, conta a adolescente que já fez oficinas de teatro e inglês. Neste ano, optou pela dança e canto, além das aulas de informática e artesanato. 


Maria Eduarda é uma das alunas da Pastoral do Menor Adolescente, em Gramado



Maria Eduarda é uma das alunas da Pastoral do Menor Adolescente, em Gramado

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL


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