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DETECÇÃO DE SISMO

Gramado registra abalo sísmico de magnitude 2,05 e moradores sentem tremores

Defesa Civil acompanha o caso; abalo sísmico de 2,05 na escala Richter foi registrado no dia 12 de junho

Fernanda Steigleder Fauth
Publicado em: 26/06/2026 às 16h:16
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Moradores de três localidades distintas de Gramado se assustaram com tremores de terra nas últimas semanas. Apesar de não haver chamados registrados ao Corpo de Bombeiros, ligações foram feitas à Defesa Civil do município, que acompanha o caso.

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Conforme o órgão, residentes na Linha Lageana, Linha Gambelo e no bairro Piratini relataram os abalos.

Moradores de prédio próximo à área afetada pelos deslizamentos de 2024, no Piratini, sentiram tremores



Moradores de prédio próximo à área afetada pelos deslizamentos de 2024, no Piratini, sentiram tremores

Foto: Arquivo Leonardo Wille/Divulgação

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“Recebemos a primeira ligação informando sobre o tremor na data de 15 de junho, às 8h17, informando sobre tremores no dia anterior, dia 14, e na madrugada do dia 16, no bairro Piratini. Também recebemos ligações no dia 17, informando sobre abalos durante a tarde, também no Piratini, além de ligações no dia 21, informando sobre abalos sentidos na data de 12 e 14 de junho, no interior do município”, comenta a coordenadora da Defesa Civil de Gramado, Juliana Fisch.

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Abalo sísmico

A partir da primeira ligação, verificou-se que ocorreu um leve abalo sísmico na cidade. “A partir da primeira ligação, verificamos se houve a existência de sismos detectados por estações da Rede Sismográfica Brasileira, onde foi verificada a existência de uma detecção na data de 12 de junho, às 23h20, de magnitude 2,05 na área central do município”, revela Juliana.

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O abalo sísmico de 2,05 na escala Richter em Gramado geralmente significa uma pequena acomodação natural de blocos de rocha subterrâneos, geralmente entre 0 e 10 quilômetros de profundidade, o que é um fenômeno normal na Serra gaúcha. “Embora assuste quem está dentro de casa, os dados da Defesa Civil de Gramado confirmam que normalmente eventos dessa magnitude não geram riscos estruturais nem quebra de objetos, e geralmente os moradores não sentem também, mas são detectáveis através de sismógrafos de precisão fixos instalados”, justifica.

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Com os relatos de moradores e com a detecção do abalo, desde então, o órgão investiga os tremores. “Também estamos em contato com a USP, que é a responsável pelos sismógrafos instalados no Rio Grande do Sul, a fim de obter mais informações sobre o registro.”

Segundo a coordenadora, o aprofundamento do caso ocorre por meio de coleta de dados dos moradores, vistorias nos locais, assim como contato com técnicos e universidades.

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Prédio no bairro Piratini passou por vistoria

Na tarde do sábado, dia 20, a Defesa Civil esteve em um prédio na Rua Henrique Bertoluci, no bairro Piratini. Moradores do local relataram tremores e registraram em vídeo nas redes sociais o momento em que o fenômeno ocorreu. Um copo no chão mostra leves movimentos da água durante a instabilidade. A vistoria do órgão no local teve como objetivo verificar a existência de algum indício de risco para a edificação.

“No local, não foram encontrados quaisquer sinais de risco ou movimentação estrutural da construção”, salienta a coordenadora Juliana Fisch.

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O caso registrado acontece próximo à área afetada pela catástrofe climática de 2024, que ocasionou deslizamentos de terra. Famílias que residiam no entorno precisaram deixar as casas; várias foram demolidas e 33 terrenos desapropriados. A reportagem questionou a Defesa Civil se os tremores poderiam ter alguma relação com o que ocorreu e se o trecho ainda contava com movimentos de terra. Em resposta, o órgão informou que “ainda não temos dados suficientes para uma conclusão” e que a investigação destes abalos está em fase inicial de investigação.

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