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LITORAL NORTE

Identificadas como mãe e filho as vítimas de afogamento em área de pesca em Tramandaí

Acidente aconteceu na manhã deste sábado (24); vítimas eram moradores do Vale do Taquari

Publicado em: 24/01/2026 às 18h:35 Última atualização: 24/01/2026 às 18h:46
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A mulher e a criança, que faleceram após se afogarem em uma área de pesca em Tramandaí, foram identificadas como mãe e filho. O acidente foi atendido pelo Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul por volta das 11 horas deste sábado (24).

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Praia de Tramandaí  | abc+



Praia de Tramandaí

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial

As vítimas foram identificadas como Elisandra Vaz Fontoura, de 52 anos, e Davi Vaz Garcia da Rosa, 10. Eles eram moradores de Teutônia, no Vale do Taquari.

Durante o acidente, as vítimas estavam com um homem, 24, que não foi identificado, tomando banho nas proximidades do Farol de Tramandaí, em um local caracterizado como área de pesca, que não é monitorado por guarda-vidas.

ENTENDA: Mulher e criança morrem após se afogarem em Tramandaí

Quem chamou por ajuda foram banhistas, que também estavam no local. O Major Jocemarlon Acunha Pereira, comandante da Operação Verão do CBMRS , contou ao ABCmais que tanto a mãe quanto a criança foram retirados da água já desacordados. A equipe passou cerca de uma hora tentando reanimar a mulher, mas sem sucesso. O mesmo aconteceu com a criança.

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A mulher foi levada para atendimento médico pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), enquanto a criança foi levada ao hospital pela equipe de resgate do Corpo de Bombeiros. No entanto, ambos não resistiram e faleceram.

Já o homem, que estava com eles, recebeu os primeiros atendimentos ainda no local antes de ser levado para uma avaliação médica. Segundo informações preliminares ainda pela manhã, ele estaria em estado estável.

Nunca houve guarita

Apesar dos rumores de que havia uma guarita no local, isso nunca aconteceu. O Major relembrou que a guarita 154 sempre ficou a 150 metros da 153, mas foi desmanchada. A área onde a mãe e o filho se afogaram está há 700 metros da 153.

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“No local coberto por há guarda-vidas, em horário de guarita, nós não tivemos nenhuma morte ainda”, reitera. “Esse que é o problema: as pessoas vão se banhar em locais ou que tem uma guarita desativada ou que não tem guarda-vidas.”

Local considerado impróprio e de risco

As vítimas estavam em um local que não é monitorado por guarda-vidas, em uma área considerada de risco e imprópria para banho, segundo o CBMRS. Ele fica há cerca de 700 metros da última guarita de guarda-vidas de Tramandaí e da primeira de Nova Tramandaí. “Uma distância gigante”, conta o major Acunha. Inclusive, outros resgates já haviam sido feitos há cerca de uma semana no mesmo local.

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O major foi um dos primeiros a chegar na praia, no momento do acidente. Para a reportagem do ABCmais, ele contou que continuou com dor nos braços por horas por conta da tentativa de reanimação de Elisandra.

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Recomendações importantes para preservar vidas

O Corpo de Bombeiros reforça a importância de que os banhistas evitem as áreas que não são sinalizadas ou monitoradas. Especialmente, as que ficam em regiões próximas a estruturas como plataformas e pontos usados para pesca, já que é nesses locais em que há mais corrente de retorno e outros riscos ocultos.

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Apesar dessas recomendações, muitas famílias ocupavam a faixa de areia da área onde aconteceu o acidente, na manhã deste sábado. Ainda assim, a orientação do CPBMRS é sempre buscar locais com presença de guarda-vidas e respeitar as sinalizações de segurança, a fim de prevenir acidentes e preservar vidas.

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