Quem visitar a praça ecológica Vereador Edio Klein – Oscar Nicolao Müller, localizada na Rua São Leopoldo, encontrará um espaço chamado meliponário, onde há a presença de abelhas nativas. Distribuídas em 14 caixas, as colônias abrigam a rainha e suas operárias, totalizando oito espécies.

Foto: Susi Mello/GES-Especial
O secretário de Meio Ambiente, Ismael Evandro Petry, e a proprietária do Parque Mel e Cravo, de Viamão, Jana Mello, garantem que todas são de espécies sem ferrão, assegurando a segurança dos visitantes. “Elas não oferecem nenhum tipo de risco”, afirma Jana.
Espécies
As espécies são Jatai, Mirim Doria, Mirim Guaçu, Mirim Emerina, Mirim Nigríceps, Manassaia, Manduri e Iraí. No local, segundo Jana, a população pode ver as abelhas trabalhando. “A abelha faz a polinização visitando de flor em flor e aumentando a produtividade dos nossos alimentos, porque 75% dos alimentos colocados em nossa mesa precisam da polinização”, explica.
As pessoas podem chegar perto das caixas, mas não podem abri-las. “As abelhas estão aqui para que as pessoas vejam o trabalho maravilhoso de polinização. Vão observá-las voando, mas as caixas não podem ser abertas porque a abelha trabalha no escuro”, acrescenta Jana.
Além da praça, o Centro de Educação Ambiental também tem cinco colônias, com o propósito de educar estudantes sobre as abelhas e sua importância para o meio ambiente. “A ideia surgiu a partir do evento que temos na cidade, que é a Feira do Mel, Rosca e Nata. Aproveitamos para criar o meliponário, local aberto ao público diariamente”, destaca Petry. Em 7 de junho, no Eco Sábado, que ocorrerá na praça, profissionais irão explicar o funcionamento do meliponário.
Após susto, última vítima do ataque recebe alta
Recebeu alta do Hospital Centenário, em São Leopoldo, a última vítima do ataque de abelhas nas proximidades do Núcleo de Casas Enxaimel, em Ivoti, no último domingo (27). O jovem de 19 anos foi o último a necessitar de atendimento médico especializado, mas não foi o único. Há registro de ao menos quatro outros casos de pessoas que precisaram de socorro nos hospitais da região. O ataque ocorreu durante o encerramento da 12ª Cavalgada da Amizade.
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Uma das vítimas é a programadora Clarabela de Andrade, que precisou ser socorrida em Ivoti. “Eu desmaiei porque não aguentei as picadas. Os primeiros ferrões que a gente toma, a gente nem sente. Tentei salvar um dos cavalos que morreu, mas desisti quando senti abelhas dentro da minha boca”, diz a vítima, que depois foi transferida para o Hospital de Dois Irmãos.