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ORGULHO

Jovem bailarina leopoldense dá seus primeiros passos na Escola Bolshoi, em Joinville

Aos 10 anos de idade, Isabela foi a única gaúcha selecionada em 2024 para a mundialmente renomada escola de dança

Publicado em: 12/03/2025 às 03h:00
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A pequena bailarina Isabela Rodrigues Moreira, de 10 anos, está dando seus primeiros passos na Escola de Teatro Bolshoi Brasil, em Joinville (SC) – única filial do famoso teatro russo. A criança, que era moradora do bairro Cristo Rei, em São Leopoldo, está no 5º ano do Ensino Fundamental e foi a única gaúcha aprovada na seleção em outubro de 2024, equilibra as aulas de dança com os estudos.

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Desde o primeiro processo da qual a menina participou, em 2023, o sonho dela passou a ser também o da família. Para que seja possível transformá-lo em realidade, a mãe, Alcione Rodrigues, 43 anos, e o irmão, Lucas Rodrigues Moreira, de 18 anos, mudaram-se junto com a garota para uma casa alugada em Joinville (SC), onde permanecerão pelos próximos oito anos – tempo que levará para Isabela se formar. À distância, o pai, Marcelo Accorsi, de 50 anos, contribui financeiramente por meio de seu trabalho como pequeno empresário, como forma de suprir as demandas da família.

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Batismo

O próximo evento será a celebração dos 25 anos do Teatro Bolshoi no Brasil, com a apresentação do clássico O Lago dos Cisnes, nos dias 15 e 16 (sábado e domingo). O espetáculo incluirá a cerimônia de Batismo: ato em que Isabela entra entregando rosas às bailarinas veteranas.

A bailarina não contém a animação ao contar sobre sua experiência. “Eu tô adorando as aulas, tá tudo muito ‘massa’ porque é muito diferente. Além da gente se comprometer lá com o Bolshoi, eles, os que trabalham lá, também se comprometem com a gente”, conta Isabela. “Eles se comprometem comigo e com os outros bailarinos. Sempre estão dando o máximo para a escola cada vez crescer mais, então eles sempre ajudam a gente e nos acompanham.”

Orgulho em família

A experiência no Estado vizinho tem sido boa também para a família. “Joinville é uma cidade muito agradável, temos o Mirante aqui pertinho de casa e a gente adora ir para lá”, conta Alcione.
“Está sendo bem empolgante para ela, ela adora e se organiza muito bem, a disciplina é bem estabelecida e ela entrou no ritmo logo na primeira semana e, em seguida, iniciaram as aulas regulares também (do ensino fundamental), aí começou a ficar um pouco mais cansativo, mas está se adaptando muito bem”, continua a mãe.

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O pai de Isabela, o empresário Marcelo Accorsi, de 50 anos, não esconde o orgulho que sente da filha. “Como pai, é um sentimento de satisfação e completude, pois a Isabela está realizando seu sonho com a naturalidade inata dela e com uma disciplina e alegria que além de nos emocionar, nos inspira a confiar ainda mais no fluxo da vida e das possibilidades humanas. O Bolshoi é um expoente artístico global, estimular esse caminho me faz querer mais e melhor”, afirma.

“A Isabela desde pequenina demonstrava traços artísticos, observando essa característica, buscamos incentivá-la com práticas diárias, sempre buscando as melhores alternativas de escola”, continua.

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Benefícios da escola

Com a bolsa de estudos concedida pela seleção, Isabela ganha outros benefícios além das aulas gratuitas oferecidas pelo Amigos do Bolshoi. Entre eles, alimentação, transporte, uniformes, figurinos, assistência social, orientação pedagógica, assistência odontológica preventiva, atendimento fisioterápico, nutricional e assistência médica de emergência/urgência pré-hospitalar.

A jovem bailarina leopoldense Isabela e a mãe Alcione, no mirante da cidade catarinense



A jovem bailarina leopoldense Isabela e a mãe Alcione, no mirante da cidade catarinense

Foto: Acervo pessoal

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Professora ressalta importância da formação

A professora Mônica Gross, da disciplina de Dança Clássica, comenta a importância de um curso como esse para bailarinas como Isabela. “É um grande diferencial na formação como bailarina profissional, não existe outra escola no Brasil com tamanha estrutura e excelência no ensino”, diz. “Ela tem várias outras disciplinas complementares também, como Ginástica, Dança Popular Histórica, Iniciação Musical, Yoga e Anatomia”, continua.

Conforme a professora, esse início tem sido de adaptação para todas as crianças. “Nos primeiros dias, explicamos várias coisas a respeito do funcionamento e regras da escola, depois elas recebem uniforme, tem aula para aprender a fazer coque, costurar sapatilha, etc. É aproximadamente uma semana depois que iniciamos as aulas com um conteúdo de base e vamos progredindo pouco a pouco”, descreve.

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“É uma nova rotina, um novo ritmo de aula, um novo método de ensino. Além de estar em uma nova cidade, nova escola regular, com novos amigos. Então são muitas mudanças e a completa adaptação pode levar um tempinho”, observa.

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