Nesta semana, a Liga Feminina de Combate ao Câncer de Canoas inaugurou três novos projetos: SuperAção, Longevidade e Ressignificando Histórias. No fim do ano passado, a entidade recebeu recursos por meio de três emendas parlamentares para custear os programas que terão duração de 12 meses. Todos os projetos foram aprovados pelo Conselho de Assistência Social.

Foto: Taís Forgearini/GES-Especial
No projeto SuperAção, 15 pacientes oncológicos, entre mulheres e homens, serão atendidos a cada 14 dias. Na primeira etapa, eles serão acompanhados por uma psicóloga para trabalhar projetos de vida a curto, médio e longo prazo. Na segunda fase, os pacientes serão convidados a contar suas histórias em palestras. Serão 25 encontros com a comunidade canoense, em escolas, empresas e ONGs. Na última etapa do projeto, uma revista será elaborada com as histórias de superação dos pacientes.
“Entendemos que quando uma pessoa fala sobre suas experiências para as outras o impacto é maior. No final do ano, teremos uma sessão de autógrafos da revista. Será uma noite muita especial para todos”, enfatiza a coordenadora executiva da Liga, Jeane Kich.
Já o projeto Longevidade vai atender 30 pacientes oncológicos, entre mulheres e homens, com 60 anos ou mais. As ações trabalhadas serão voltadas para atividades físicas, motoras e alimentares. Uma educadora física vai trabalhar questões de risco e prevenção de quedas. Os idosos também farão receitas saudáveis acompanhados por uma nutricionista. “Uma alimentação saudável é fundamental, quanto menos processados e industrializados melhor. Mensalmente distribuímos 80 cestas básicas para pacientes oncológicos de nosso projetos e de fora”, destaca Jeane.
De acordo com a coordenadora cerca de 70% dos casos estão relacionados com maus hábitos, como má alimentação, sedentarismo e uso de cigarros.
Ressignificando Histórias
O terceiro projeto, Ressignificando Histórias, é destinado para mulheres, onde 15 pacientes oncológicas terão encontros mensais. As atividades em grupo envolvem lúdicas e de criação, além de artesanato. “São momentos em que elas terão para interagir e produzir. Temos relatos de mulheres que dedicaram totalmente suas vidas para outras pessoas. É indispensável que nesse momento elas tenham tempo livre para fazer novas coisas”, ressalta Jeane. A coordenadora executiva da Liga conta que cerca de 60% dos casos atendidos são de câncer de mama.