Um dos receios dos comerciantes de Tramandaí era que a temporada de praia deste ano fosse mais fraca do que a do ano passado, já que muitos gaúchos foram atingidos pela catástrofe climática de maio e ainda sentem o impacto das perdas. No entanto, na avaliação do mês de janeiro, a percepção dos empreendedores é que as vendas superaram o mesmo período do ano passado.
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Foto: Laura Rolim/GES-Especial
É o que relata a proprietária de um dos quiosques localizados na beira-mar de Tramandaí, Ana Klein, que administra o negócio há 18 anos na cidade. Ela estima que o faturamento de janeiro tenha sido cerca de 40% a mais do que no mesmo mês em 2024.
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“Eu percebi que o pessoal está gastando mais. Antes as pessoas procuravam comprar sempre o mais barato. Agora, a gente vê que as caipiras com vodkas mais caras estão saindo mais”, observa Ana. Ela considera que o que tem colaborado para as vendas é o tempo, já que o sol e o calor andam predominando as semanas do litoral norte.
“O mês de janeiro foi muito bom. Teve só uma semana que deu chuva. O vento também acaba estragando um pouco”, afirma a proprietária. Outra percepção de Ana é em relação ao consumo das pessoas na beira da praia. “Eles estão aproveitando para gastar. Acho que com todos esses desastres que aconteceram, as pessoas passaram a aproveitar mais, pois nunca sabemos o dia de amanhã”, relata.
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Apesar dos bons números em janeiro, ela teme que o carnaval não seja tão bom em relação ao ano passado. “O carnaval, sendo em março, acaba prejudicando um pouco. Ainda mais que as aulas voltam dia 18 de fevereiro. Aí o pessoal acaba voltando de férias já”, analisa.
O comerciante Adão Souza, proprietário de outro quiosque na beira da praia, também observa que a temporada de verão deste ano está melhor que a do ano passado. “Estávamos preocupados por causa da enchente. Mas estamos vendendo uns 50% a mais do que em janeiro de 2024. O pessoal quase não reclama do preço”, afirma.
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Janeiro superou os últimos cinco anos
Quem confirma a percepção dos empreendedores é a presidente do Sindicato de Hotéis e Restaurantes do litoral, Ivone Ferraz. Ela afirma que janeiro foi essencial para os comércios em geral. “Foi um mês que, além de calor, foi bem melhor que nos últimos cinco anos”, ressalta. A estimativa é que o número de reservas em hotéis e pousadas do litoral tenha crescido 80% a mais do que em outros anos.
Desde a pandemia, Ivone observa que as temporadas de verão foram mais sofridas para os comerciantes do litoral. “Tivemos um mês espetacular, muito diferente dos outros anos”, completa.