A bolha de calor que atua sobre o norte da Argentina e o Paraguai ganhou força e está se expandindo pela América do Sul, provocando temperaturas extremas nos dois países e reflexos até mesmo no Brasil. Na terça-feira (17), foram registradas máximas acima dos 40°C em localidades paraguaias e até 43°C em cidade do território argentino.
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Foto: Reprodução/MetSul Meteorologia
No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o calor mais intenso ocorreu no Mato Grosso do Sul, com máximas de 38,9°C em Maracaju, e 37,9°C em Água Clara e Corumbá.
A MetSul Meteorologia destaca que a tendência é que os efeitos da massa de ar quente continuem sendo sentidos pelo País nos próximos dias, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Paraná, especialmente nas áreas Oeste e Noroeste, as máximas devem ficar entre 37°C e 39°C.
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Já o Mato Grosso do Sul deve seguir com temperaturas entre 35°C e 38°C na maioria das cidades e possibilidade de atingir 40°C em alguns municípios. O interior de São Paulo também deve manter calor intenso, embora haja indicação de perda de força no final da semana.
Por outro lado, grande parte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina deve escapar das temperaturas mais extremas, com maior impacto apenas em áreas do oeste dos dois estados.
O que é uma bolha de calor
Uma bolha de calor, também chamada de cúpula de calor, ocorre quando uma área de alta pressão permanece sobre uma região por vários dias ou semanas, aprisionando o ar quente próximo à superfície. Esse sistema impede a chegada de frentes frias, favorece céu com poucas nuvens e contribui para a elevação das temperaturas.
Conforme a MetSul, estudos indicam que as mudanças climáticas estão aumentando a frequência e a intensidade desses eventos, com ondas de calor mais fortes e duradouras em diversas regiões do Brasil e do mundo.