Janeiro marca o auge do verão no Sul do Brasil, com dias longos e quentes. No Rio Grande do Sul, o mês é historicamente o mais quente do ano, trazendo temperaturas elevadas e chuvas típicas da estação, geralmente formadas pelo calor e pela umidade acumulada ao longo do dia.
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Foto: Paulo Pires/GES
Ao longo da história, o Estado não registra volumes muito altos de precipitação em janeiro, e o padrão deve se repetir em 2026. A exceção, no entanto, pode ocorrer em áreas do nordeste gaúcho, influenciadas pela Zona de Convergência do Atlântico Sul.
Segundo a MetSul Meteorologia, Porto Alegre costuma registrar suas maiores médias de temperatura neste mês. A mínima histórica gira em torno de 20,7 °C, enquanto a máxima alcança 31 °C, a mais alta do ano.
Chuvas irregulares e impactos
A média histórica de chuva em Porto Alegre é de 120 milímetros em janeiro, valor moderado. Entretanto, a distribuição das precipitações é bastante irregular, com pancadas isoladas que podem variar muito de um município para outro.
Essa irregularidade dificulta previsões homogêneas para o Estado. Enquanto algumas áreas podem registrar volumes acima da média, outras permanecem com índices baixos, o que gera contrastes significativos em curtas distâncias.
Na metade sul gaúcha e na Campanha, há maior probabilidade de precipitação abaixo da média. Esse cenário pode causar estresse hídrico e impactar diretamente a agricultura, especialmente em culturas dependentes de chuva regular, conforme informações da MetSul.
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Influência da La Niña
O início de janeiro ainda será marcado pela presença da La Niña, fenômeno climático que mantém as águas do Pacífico Equatorial mais frias que o normal. Isso influencia a circulação atmosférica e a distribuição das chuvas no Estado.
Com a La Niña, há tendência de maior variabilidade nos volumes de precipitação. Regiões do norte gaúcho podem registrar chuvas acima da média, enquanto áreas próximas ao Uruguai tendem a enfrentar déficit hídrico.
A expectativa é que, ao longo do mês, o fenômeno perca força e caminhe para neutralidade. Ainda assim, seus efeitos podem ser sentidos em janeiro, reforçando a irregularidade típica do verão no RS.
Calorão não terá ondas prolongadas
Além da chuva irregular, janeiro será marcado por calor intenso. O Estado deve registrar temperaturas acima da média na maioria das regiões, com destaque para os dias de forte aquecimento no interior.
Apesar disso, não há indicação de ondas de calor prolongadas. O padrão esperado é de vários dias quentes intercalados com períodos mais amenos, especialmente quando a chuva consegue avançar sobre o território gaúcho.
Na faixa litorânea e no nordeste do Estado, a influência de massas de ar oceânicas pode trazer momentos de alívio térmico. Ainda assim, o cenário predominante será de calor.
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