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Metanol: Peritos ensinam como identificar bebidas falsificadas após aumento de casos de intoxicação no País

Instituto-Geral de Perícias orienta consumidores a verificarem tampas, lacres e rótulos, além de comprarem apenas em estabelecimentos regulares

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Publicado em: 03/10/2025 às 17h:27 Última atualização: 03/10/2025 às 17h:27
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A Seção de Documentoscopia Forense do Instituto-Geral de Perícias (IGP) divulgou nesta sexta-feira (3) orientações para que consumidores identifiquem bebidas alcoólicas falsificadas. A iniciativa surge em resposta ao aumento de casos de intoxicação por metanol registrados em diversos estados brasileiros, substância altamente tóxica frequentemente utilizada em adulterações.

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O alerta do IGP funciona como medida preventiva para proteger a população dos graves riscos à saúde associados ao consumo desses produtos adulterados. A preocupação com a saúde pública motivou o IGP a reforçar as recomendações, considerando os perigos da ingestão de metanol.

Perita criminal da Seção de Documentoscopia Forense, Renata Duarte Sangalli é responsável por analisar casos de falsificação. Ela explica que o trabalho realizado pelo setor contribui para a segurança pública, embora a primeira linha de defesa esteja na vigilância do próprio consumidor.

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O IGP atua na produção de provas técnicas relacionadas a diversos tipos de fraudes. A Seção examina documentos físicos e digitais, grafismos como assinaturas e manuscritos, papel-moeda e produtos suspeitos de falsificação.

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Nas análises de produtos falsificados, os peritos realizam exames detalhados do aspecto externo dos itens questionados. O processo inclui verificação de logomarcas e características que identificam o produto, marca e fabricante, além da inspeção de selos, lacres, rótulos, embalagens e recipientes.

Para auxiliar os consumidores, o IGP divulgou uma lista de verificações que podem ajudar na identificação de bebidas genuínas. Entre as recomendações estão a observação cuidadosa de tampas e lacres, evitando produtos com lacres rompidos, amassados ou sem selo de controle do IPI.

O Instituto orienta verificar o líquido, desconfiando de bebidas com coloração estranha, presença de resíduos ou nível irregular de enchimento. Também recomenda atenção aos rótulos, com cautela para produtos que apresentem erros de grafia, impressão de baixa qualidade, desalinhamento ou ausência de informações em português.

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Preços muito abaixo do mercado devem gerar desconfiança. A compra deve ser realizada preferencialmente em estabelecimentos regulares, sempre exigindo nota fiscal.

O descarte correto das embalagens também foi abordado nas orientações. O IGP enfatizou que práticas adequadas contribuem para o combate ao mercado ilegal de bebidas.

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Após o consumo, o Instituto recomenda separar a tampa (plástico ou metal) da garrafa e descartar os componentes separadamente. Também é aconselhável rasgar ou remover o rótulo antes do descarte. As garrafas devem ser destinadas a pontos de coleta e locais de reciclagem autorizados.

“Desconfie de preços muito abaixo do mercado, pois as bebidas em geral têm um custo maior para cumprir as normas sanitárias e oferecer mais segurança ao consumidor. Orientamos verificar a qualidade de impressão da embalagem e conferir se o lacre não está rompido. O metanol é altamente tóxico e pode trazer riscos graves à saúde”, alerta Renata.

A perita também ressalta a importância da vigilância do consumidor: “Nosso trabalho técnico fortalece a segurança pública e ajuda a proteger a saúde da população. Mas o primeiro filtro está nas mãos do consumidor, que deve observar os principais pontos suspeitos do produto”.

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