Minimizar os impactos causados por grandes volumes de chuvas e evitar enchentes como a de maio de 2024, são alguns dos problemas urbanos atuais que o programa Desassorear RS visa solucionar. Na tarde desta terça-feira (4), a assinatura regional das prefeituras da região do Vale do Paranhana que aderiram a estas ações, ocorreu na beira do rio, em Parobé, onde já tiveram início os trabalhos.

Foto: Bruna de Bem/Ges-especial
Parobé foi contemplada com mais de R$ 1,5 milhão com o programa, já que os últimos eventos climáticos causaram um enorme assoreamento do Rio Paranhana, na divisa com Taquara, com transbordo das margens e enchentes que atingiram mais de 4 mil pessoas. Além das cheias, o assoreamento danificou uma ponte sobre o rio em uma importante via de ligação entre os municípios de Parobé e Taquara, na Avenida Nações Unidas.
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Conforme o prefeito de Parobé, Gilberto Gomes, o investimento representa uma segurança hídrica necessária para a população. “Esse recurso é um avanço significativo para Parobé, além de toda a nossa região. Em nosso plano de trabalho, apresentamos a retirada de ilhas que foram criadas ao longo do rio assoreado, isso resultará em mais fluidez do curso do rio em caso de chuvas volumosas, amenizando impactos à comunidade ribeirinha”, explicou.
O evento de assinatura contou com a presença do secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Rafael Mallmann, que alega que esta é uma ação de reconstrução e planejamento do futuro.
“É um compromisso com a segurança e o bem-estar da população, preparando o Rio Grande do Sul para possíveis problemas climáticos, já que o desassoreamento do rio aumenta a capacidade de reserva da água, evitando novas enchentes, auxiliando na drenagem urbana e limpeza dos canais”, garantiu.
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Além de Parobé, o programa ainda beneficia as cidades de Igrejinha, Lindolfo Collor, Rolante, Taquara e Três Coroas. Com o investimento de mais de R$ 300 milhões nesta primeira etapa, o Desassorear RS integra as ações do Plano Rio Grande com o desassoreamento e limpeza de arroios, canais de drenagem e sistemas pluviais de 154 municípios que, em decorrência das enchentes, declararam situação de emergência ou estado de calamidade.