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Na capital

"Ninguém conseguiu dormir", afirma moradora após o vazamento no dique do Sarandi

Prefeitura de Porto Alegre montou operação de urgência; área foi reforçada com argila nesta quinta-feira (26)

Publicado em: 26/06/2025 às 15h:31
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“A gente começou a ver a água vertendo e, de repente, a calçada já estava ensopada. Começou uma gritaria na rua, porque pensamos que o dique iria romper a qualquer momento”, conta a cabeleireira Isadora Garcia.

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A trabalhadora de 34 anos é uma das moradoras da chamada Rua do Dique, no bairro Sarandi, em Porto Alegre, que presenciou o vazamento que começou, na tarde desta quarta-feira (25).

Moradora da Rua do Dique, Fernanda Lima, 35 anos, disse que não conseguiu dormir devido ao vazamento do dique



Moradora da Rua do Dique, Fernanda Lima, 35 anos, disse que não conseguiu dormir devido ao vazamento do dique

Foto: PAULO PIRES/GES

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Devido à gritaria feita pela população, já que há centenas de casas em torno do dique, a Prefeitura de Porto Alegre montou uma operação, na manhã desta quinta-feira (26), para reforçar o local.

Ao longo de toda a manhã, os caminhões de argila se deslocaram para a área de modo a garantir o fortalecimento da estrutura. Isso debaixo de críticas da população que vive na área.

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“Ninguém conseguiu dormir noite passada”, afirma a cuidadora de idosos Fernanda Lima. “O Melo [Sebastião, de Porto Alegre] já tinha feito um serviço de qualquer jeito no ano passado, após a enchente, e agora veio largar mais argila em cima.”

Conforme a trabalhadora com 35 anos, a comunidade está em polvorosa, porque embora a Prefeitura esteja trabalhando no local do vazamento, o dique tem quilômetros de extensão e pode ter outro ponto sensível a ser rompido.

“Ninguém veio fazer uma avaliação da área”, ressalta. “Vieram e tamparam a parte onde começou a vazar água, só porque a gente começou a gritar e a imprensa deu atenção ao caso”, critica.

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Polêmica

Segundo a Prefeitura de Porto Alegre, o dique no Sarandi não recebeu obra definitiva porque há 39 casas que precisam ser demolidas. A Justiça, no entanto, havia pedido a paralisação da obra.

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O problema, apontou a Administração, é que há cinco famílias que entendem que os imóveis valem mais do que os R$ 200 mil disponibilizados pelo programa Compra Assistida.

Na noite desta quarta-feira, o prefeito Sebastião Melo chegou a dizer que ignoraria a decisão da Justiça e conduziria a retomada da obra de modo que achasse necessário como gestor.

Prefeitura de Canoas permanece durante o dia inteiro, nesta quinta-feira (26), executando obras de reparo no dique do Sarandi



Prefeitura de Canoas permanece durante o dia inteiro, nesta quinta-feira (26), executando obras de reparo no dique do Sarandi

Foto: PAULO PIRES/GES

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Houve nova decisão sobre o assunto nesta quinta-feira, quando a Justiça autorizou a retomada da demolição das casas já desocupadas e em escombros localizados junto ao Dique do Sarandi para permitir as obras emergenciais de reparo.

“Vamos retomar o mais rapidamente possível as intervenções na área de casas desocupadas no Sarandi para dar sequência à recuperação”, afirmou Melo.

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