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ALERTA SEGUE

Nível dos rios começa a baixar na região, mas ainda há alagamentos em pontos isolados

Previsão de chuva ao longo da semana no Estado mantém municípios da região com sinal de alerta ligado

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 22/06/2025 às 15h:28 Última atualização: 22/06/2025 às 15h:29
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Depois de uma semana marcada pela elevação dos principais rios em razão da chuva excessiva, o nível das águas começou a baixar neste domingo (22) em municípios dos vales do Sinos, Paranhana e Caí. Apesar do cenário de recuo, ruas seguem alagadas em algumas localidades, e o sinal de alerta continua ativo diante da previsão de nova instabilidade no tempo ao longo da semana que se inicia.

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Flávio Joel da Silva Santos, vice-presidente da Associação de Moradores do Loteamento Integração, observa recuo da água na localidade | abc+



Flávio Joel da Silva Santos, vice-presidente da Associação de Moradores do Loteamento Integração, observa recuo da água na localidade

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

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Em Novo Hamburgo, o nível do Rio dos Sinos apresentou queda pela primeira vez desde o início da cheia. Segundo a Defesa Civil municipal, a medição realizada pela Comusa, na captação de água, indicou recuo a partir das 6 horas deste domingo, quando o nível estabilizou em 6,80 metros, um pouco abaixo da cota de inundação, que é de 7 metros.

Não há registro de desabrigados, mas seguem alagadas vias como a Bruno Werner Storck e Albino Momberger, no bairro Canudos, além de trechos da Rua San Martin, do Loteamento Integração, e da Estrada Porto das Tranqueiras, ambas na Lomba Grande. Já no bairro Santo Afonso, a Rua João Corrêa apresenta acúmulo de água, controlado pelo funcionamento da Casa de Bombas.

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“A Defesa Civil segue vistoriando localidades próximas ao rio. Embora haja acúmulo de água em algumas ruas, na maioria dos casos ela segue restrita às vias, não chegando às casas”, afirmou o diretor da Defesa Civil, Gilson do Amaral.

Em São Leopoldo, no início da tarde de domingo, o nível do Rio dos Sinos já havia baixado sete centímetros em relação ao dia anterior, conforme o prefeito Heliomar Franco. Entretanto, permanece acima da cota de inundação, com mais de 5,1 metros, enquanto a cota é de 4,5 metros. Os transtornos, no entanto, se restringem a pontos isolados, como a Rua da Praia, localizada entre o leito do rio e a várzea, e trechos do bairro Feitoria, como no final da Rua Otto Daudt, no loteamento São Geraldo. Assim como em Novo Hamburgo, não há famílias desalojadas ou desabrigadas no município.

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Em Campo Bom, o recuo do rio também é percebido. De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Jarbas Bilhar, o nível do Rio dos Sinos baixou 10 centímetros entre a noite de sábado e a manhã de domingo e segue em declínio, a uma média de dois centímetros por hora. “A gente acredita que vá se manter assim”, disse Bilhar. Ainda há ruas alagadas no bairro Barrinha, mas os demais pontos da cidade já apresentam recuo significativo. Não há registros de desabrigados ou desalojados.

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Apesar do recuo do Sinos e da melhoria gradual do nível das águas da região, o histórico recente de alagamentos tem levado moradores a mudarem de endereço. É o caso de José Roberto Borges de Lima, de 52 anos, que neste domingo (22) fez as malas e deixou o Loteamento Integração, no bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo.

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Depois de a água invadir novamente sua casa, José Roberto Borges de Lima decidiu trocar Novo Hamburgo por Imbé | abc+



Depois de a água invadir novamente sua casa, José Roberto Borges de Lima decidiu trocar Novo Hamburgo por Imbé

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

A casa dele foi novamente atingida pela água com a cheia do Rio dos Sinos, e ele decidiu se mudar para Imbé, no Litoral Norte. “Já perdi muita coisa com enchente, então, decidi ir embora. A gente investe, compra eletrodomésticos, móveis… e perde tudo de novo. Não dá mais”, desabafou.

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Lima já havia morado em outro ponto da cidade que também sofria com alagamentos. Vendeu o terreno e, há cerca de oito meses, passou a viver de aluguel no Loteamento Integração. Desde então, enfrentou duas situações de cheia, esta última lhe fez tomar a decisão de trocar Novo Hamburgo por Imbé.

Taquara e São Sebastião do Caí ainda têm pessoas desalojadas

A cidade de Taquara, que é um dos principais pontos de observação para os níveis do Rio dos Sinos na região, também apresenta recuo, considerado lento — cerca de 3 centímetros por hora. Na medição das 12 horas deste domingo, indicava 6,12 metros. Segundo o coordenador da Defesa Civil local, Alessandro Santos, seis famílias já puderam retornar para casa, enquanto cinco permanecem abrigadas em estrutura montada pela prefeitura.

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Já em Igrejinha, a situação é considerada tranquila. O nível do Rio Paranhana está em aproximadamente 1 metro e segue baixando desde quarta-feira (18). Conforme a Defesa Civil, não há pessoas desalojadas ou ruas alagadas na cidade. “O Paranhana tem característica padrão de rio de enxurrada, o que explica o recuo mais rápido das águas”, explica Alessandra Azambuja.



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Cenário parecido vive o município de São Sebastião do Caí, no Vale do Caí, que novamente teve dois quarteirões do bairro Navegantes tomados pelas águas do Rio Caí no meio da semana passada.
Entretanto, depois de dias de apreensão, o nível do rio baixou rapidamente e, neste domingo, às 14 horas, estava em 7,4 metros, tendo baixado mais de 1,5 metro nas últimas 24 horas.

Com isso, o rio voltou ao leito e se distancia da cota de inundação, que é de 10 metros. Apesar desse recuo, que já não atinge mais as ruas, ainda há cerca de 100 moradores em abrigos montados pela prefeitura.

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