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FEMINICÍDIO

Nove feminicídios em quatro dias: Altos índices de violência contra mulher geram preocupação em torno do machismo no RS

Chefe de Polícia Civil do Estado, Fernando Sodré, fala em mudança cultural e melhora nas ferramentas institucionais para combater crimes

Publicado em: 22/04/2025 às 17h:22 Última atualização: 22/04/2025 às 17h:23
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O último feriado foi marcado pela extrema violência contra mulheres no Estado. Em apenas quatro dias, entre a Sexta-feira Santa e o dia de Tiradentes, na segunda-feira (21), nove mulheres foram vítimas por feminicídio. A situação acendeu um alerta na segurança pública do Rio Grande do Sul em busca de medidas para garantir a proteção das mulheres gaúchas.

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Companheiro e ex são os que mais matam mulheres no RS | abc+



Companheiro e ex são os que mais matam mulheres no RS

Foto: Gabriel Centeno/SSP

Chefe da Polícia Civil (PC) gaúcha, o delegado Fernando Sodré reconhece que a situação é preocupante e exige novos métodos que busquem a prevenção. “A gente se preocupa realmente com o que está acontecendo no Estado para termos um nível de violência contra mulher”, afirma Sodré. O delegado defende ações conjuntas, que possam atacar o problema da violência contra a mulher em diferentes áreas.

“(O caminho) Não é só pela Segurança, mas por todas as áreas que envolvem a proteção das mulheres que podem melhorar e reduzir esse tipo de crime”, aponta o delegado.

Mudança cultural

Sodré acredita que a redução dos índices de violência contra a mulher passa por uma mudança cultural profunda. “Um dos motivos principais em que a gente tem comentado é uma certa cultura, um machismo ultrapassado que pode existir em ainda alguns homens e quando se vê em uma situação de contradição, que entendem ser uma ameaça contra a posição de poder que exercem na relação eles partem para atos impensáveis”, aponta.

Para o chefe da PC gaúcha, essa mudança na cultura machista do Estado precisa de um engajamento de toda a sociedade. “Seria uma mudança de cultura que não é uma coisa imediata, mas que se a gente não começar não vai acontecer nunca. Essa mudança de cultura é fundamental, e aí entra a educação, programas institucionais, as igrejas, todo mundo, fazendo uma mudança de mentalidade”, defende Sodré.

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Melhoria nos instrumentos

Da parte das forças de segurança, o delegado aponta para alterações que já têm sido feitas para garantir mais proteção a possíveis vítimas de violência doméstica. “Já vínhamos em projeto que é um pedido de medida protetiva de maneira online.Até criar esse sistema, a mulher tinha que ir à delegacia para pedir a medida, e as mulheres acabam não indo na delegacia por medo”, relata.

O governo Estado espera lançar até o final desta semana a plataforma online onde as mulheres poderão solicitar medida protetiva sem a necessidade de ir presencialmente a uma delegacia.

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