A Secretaria Estadual de Saúde (SES) está em alerta epidemiológico devido à ocorrência de um surto de doença meningocócica em Pelotas e Canguçu, no Sul do Estado. Segundo a SES, a medida visa a reforçar a atenção dos serviços de saúde e orientar a população sobre os sinais da doença e as ações de prevenção.
Com sete casos confirmados naquela região, o número já supera os registros de 2023 (dois casos) e 2024 (cinco casos). As notificações ocorreram entre maio e início de setembro e as idades variam dos 5 meses a 72 anos.

Foto: Romeu Fiato/PMSL
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Foram confirmados em Pelotas este ano cinco casos da doença, sendo três pelo tipo, ou sorogrupo, Y (sem vínculo entre si) e dois pelo sorogrupo C da bactéria Neisseria meningitidis. Nenhum evoluiu para óbito. Já em Canguçu, município que fica a 56 quilômetros de Pelotas, foram registrados dois casos, ambos pelo sorogrupo Y, incluindo um óbito de um homem de 38 anos.
Outro surto
Esse é o segundo surto no Estado este ano. Há duas semanas, a SES havia confirmado a mesma situação em Bento Gonçalves, na Serra, onde foram identificados três casos de doença meningocócica, sem vínculo epidemiológico entre si, ocorridos entre julho e agosto.
Segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde, no Alerta Epidemiológico nº 7, “a confirmação do surto é realizada de forma conjunta entre o município, o estado e o Ministério da Saúde, levando em consideração não apenas o número e caracterização dos casos, mas também o contexto epidemiológico geral”.
Região oferta vacina ACWY
As prefeituras da região, como de Canoas, Novo Hamburgo e São Leopoldo, oferecem a vacina meningocócica ACWY na rede municipal para crianças de 12 meses. O imunizante amplia a proteção contra os principais sorogrupos da bactéria causadora da meningite. Atualmente, o esquema vacinal inclui duas doses da vacina meningocócica C, aplicadas aos três e cinco meses, e um reforço aos doze meses. A vacina ACWY, antes aplicada apenas na adolescência, agora é ofertada também para crianças de até 1 ano.
52 casos no RS
Até o início de setembro, o Rio Grande do Sul contabilizou 52 casos de meningite, quase o dobro do número registrado no mesmo período de 2024, indicando um possível retorno aos níveis pré-pandemia de Covid-19. A maior incidência ocorre entre crianças menores de cinco anos, especialmente aquelas com menos de um ano de idade, embora a doença possa ocorrer em qualquer faixa etária.
Sintomas
Os principais sintomas são febre alta repentina; dor de cabeça intensa; rigidez na nuca; náuseas e vômitos persistentes; sensibilidade à luz; sonolência excessiva ou confusão mental; manchas vermelhas ou roxas na pele que não desaparecem ao serem pressionadas: e convulsões. Em crianças menores de dois anos: irritabilidade, choro persistente, sonolência ou abaulamento da moleira.
Orientação
É importante que a população esteja atenta aos sintomas e procure atendimento médico imediatamente em caso de suspeita, pois o diagnóstico e o tratamento rápidos são essenciais. Para se proteger da doença e de outras infecções, hábitos simples podem ser adotados, como lavar bem as mãos com frequência, ventilar os ambientes e evitar o compartilhamento de objetos.