A educação pública terá um salto de qualidade no Rio Grande do Sul nos próximos dez anos. Ao menos é o que prevê a Agenda da Educação 2025–2035, lançada pelo governador Eduardo Leite (PSDB) e a secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira.

Foto: Vitor Rosa/P. Piratini
O conjunto de medidas e ações estratégicas que define os rumos da educação gaúcha na próxima década foi estruturado a partir de quatro questões fundamentais, com o objetivo de elevar a qualidade do ensino no Estado.
Durante o evento de lançamento, nesta terça, foram destacadas as diretrizes da agenda, elaborada por meio de um processo colaborativo envolvendo especialistas, servidores e representantes da sociedade civil.
Baseado em um diagnóstico das escolas estaduais, o plano visa garantir uma educação pública de excelência e acessível a todos, preparando os jovens para os desafios de um mundo em constante transformação.
“Se formos capazes de pensar no futuro do Estado, seremos capazes de puxar em uma mesma direção e teremos resultados positivos. Nunca tivemos um ambiente tão propício para que pudéssemos colocar essa transformação no caminho e velocidade certos”, garantiu o governador.
“Quando passamos a ter recursos para investir, observamos o gargalo da máquina administrativa do Estado. Então, finalmente conseguimos ajustar o que era necessário e aí veio a enchente. Mas agora estamos melhorando a disponibilidade e qualidade de recursos humanos, assim como desburocratizando o que é possível, por meio de processos de contratação simplificada, o que possibilita atendimento ágil das necessidades das escolas”, afirmou.

Foto: Vitor Rosa/P. Piratini
A estratégia foi organizada em oito eixos centrais, que servem como guia para alinhar planejamento e execução das ações educacionais:
- 1 – Alavancar a qualidade da aprendizagem;
- 2 – Reduzir as desigualdades educacionais;
- 3 – Garantir o acesso e a conclusão da educação na idade certa;
- 4 – Ampliar a inserção qualificada dos jovens na economia;
- 5 – Formar uma rede de escolas atrativas, seguras e resilientes;
- 6 – Ter profissionais qualificados, valorizados e engajados;
- 7 – Fortalecer a gestão escolar e a governança da rede;
- 8 – Transformar os processos educacionais por meio da tecnologia e inteligência artificial.
Para estruturar essas diretrizes, foram definidas quatro questões norteadoras:
- Como acelerar a melhoria educacional sem deixar ninguém para trás;
- Como transformar a oferta educacional para desenvolver competências socioemocionais nos jovens;
- Como tornar as escolas resilientes frente às crises climáticas;
- Como construir uma rede de ensino coesa e eficiente.
A formulação da agenda foi embasada em dados estatísticos que evidenciaram desafios estruturais, como os altos índices de evasão escolar e o grande número de professores em regime temporário. Além disso, o plano reconhece a necessidade de fortalecer a infraestrutura das escolas e priorizar o bem-estar da comunidade escolar diante dos impactos das mudanças climáticas.
Para enfrentar esses desafios, o governo estabeleceu políticas públicas focadas na permanência escolar, na formação contínua dos professores, na integração de tecnologias digitais ao ensino e no fortalecimento da equidade racial e social.
A secretária Raquel Teixeira enfatizou que diversas dessas medidas já estão em andamento e que o objetivo agora é consolidá-las como políticas permanentes.
“A educação é e sempre será uma prioridade, pois é dela que depende o futuro das pessoas. Este planejamento reflete a responsabilidade, compartilhada por toda a sociedade, de promover uma educação de qualidade, inclusiva e equitativa para cada estudante do Rio Grande do Sul. Trabalhamos em conjunto com um grupo de parceiros do terceiro setor, especialistas e instituições para elaborar metas e prioridades claras, alinhadas a uma visão de futuro”, destacou.
“Temos pontos fortes, mas também desafios significativos. Nosso grande desafio é transformar essa visão em resultados concretos, porque política pública se mede pelos resultados que alcança. Para cada objetivo prioritário, estabelecemos metas claramente definidas, e hoje temos um sistema que, pela primeira vez, se sente como uma rede verdadeiramente alinhada, da escola à coordenadoria, todos mobilizados em torno de um propósito comum”, garantiu Raquel.
Cada um dos pontos da Mandala Estratégia apresentado juntamente com as ações específicas realizadas nos últimos anos na área da educação, como o Todo Jovem na Escola, que combate a evasão escolar com auxílios financeiros aos estudantes em vulnerabilidade social, e o Professor do Amanhã, que oferece bolsas de estudo para cursos de licenciatura. Até 2025, o Todo Jovem na Escola deve beneficiar 120 mil estudantes, com investimento total de R$ 625 milhões.
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