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PREVISÃO DO TEMPO

O que esperar do ciclone que deve atingir o RS nesta semana e quais cidades podem ser afetadas

Ventos podem passar dos 100 quilômetros por hora em algumas regiões do Estado

O que esperar do ciclone que deve atingir o RS nesta semana e quais cidades podem ser afetadas
Publicado em: 06/04/2026 às 16h:56 Última atualização: 06/04/2026 às 16h:57
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O ciclone extratropical que vai se formar entre esta terça (7) e quarta-feira (8) no Uruguai e no sul do Rio Grande do Sul vai instabilizar o tempo com chuva localmente forte, risco de temporais e alta probabilidade de vento forte a intenso. 

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Ciclone começa a ganhar força nesta terça-feira | abc+



Ciclone começa a ganhar força nesta terça-feira

Foto: Reprodução/MetSul Meteorologia

Segundo a MetSul Meteorologia, uma área de baixa pressão atua no nordeste da Argentina nesta segunda-feira (6), trazendo chuva e temporais isolados até o fim do dia — principalmente na metade oeste gaúcha, no Uruguai e na província do nordeste argentino.

Nesta terça, o centro de baixa pressão deve se posicionar sobre o Uruguai, com tendência de se intensificar e dar origem a um ciclone extratropical. A pressão atmosférica em superfície, ao final do dia, deve ficar próxima de 1000 hPa.

Com a ciclogênese — processo de formação do ciclone —, a instabilidade deve aumentar de forma significativa nas latitudes médias da América do Sul. A MetSul projeta chuva de moderada a forte intensidade, acompanhada de tempestades, no Uruguai ao longo do dia.

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No mesmo dia, uma linha de instabilidade associada ao ciclone vai avançar pelo Rio Grande do Sul, de oeste para leste, com chuva generalizada e alto risco de tempestades. Em alguns pontos, os temporais podem ser isoladamente fortes a severos.

Com a atuação de uma corrente de jato em baixos níveis da atmosfera, não se descarta o risco de tornados. A linha de instabilidade também deve avançar sobre áreas de Santa Catarina e do Paraná entre a tarde e a noite.

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Já na quarta-feira, entre a madrugada e a manhã, o centro do ciclone, com pressão de 990 hPa, vai estar sobre o Atlântico — imediatamente a leste e a sudeste do Chuí, junto ao litoral sul gaúcho e ao departamento uruguaio de Rocha. No decorrer do dia, o ciclone se afasta para leste-sudeste e se intensifica mais, devendo terminar o dia com pressão em torno de 988 hPa.

Ainda na quarta, a frente fria associada ao ciclone avança por Santa Catarina e pelo Paraná. A zona de transição deve instabilizar o tempo em vários pontos do Centro-Oeste e do Sudeste do Brasil, com chuva e risco de alguns temporais isolados.

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No Rio Grande do Sul, a atmosfera vai estar sob circulação ciclônica. Desta forma, haverá sol, nuvens, períodos de maior nebulosidade e chuva isolada com tempo ventoso. A chuva, contudo, deve ser mais forte e persistente nas primeiras horas do dia no extremo sul gaúcho.

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O ciclone já vai estar afastado do continente, sobre o mar — a muitas centenas de quilômetros da costa e com pressão em torno de 985 hPa —, na quinta-feira (9). No Sul do Brasil, na data, haverá o avanço de uma massa de ar seco e frio de alta pressão.

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Rota do ciclone

“O ciclone extratropical previsto vai seguir a rota tradicional deste tipo de sistema, que é bastante comum e frequente nas latitudes médias da América do Sul nos meses de outono, inverno e primavera. Forma-se a partir de uma baixa pressão sobre o continente e avança para o mar, onde se intensifica”, explica a MetSul.

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O fenômeno vai ganhar força no final da terça e no começo da quarta, quando estará sobre o mar, muito perto da costa do nordeste do Uruguai (Rocha) e do litoral sul gaúcho. Assim, estas duas regiões podem ser mais afetadas por ventos fortes na fase inicial do sistema, quando a baixa pressão ainda está próxima de terra.

Ventos forte pelo RS

Por conta do ciclone, o tempo no Rio Grande do Sul deve ser ventoso na quarta-feira. No sul e no leste gaúchos, como é comum na atuação destes sistemas que se formam na área do Prata, os ventos devem ser mais intensos. Assim, o litoral sul do Estado deve ter muito mais vento que o litoral norte.

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As rajadas de vento devem ficar em média entre 60 e 80 quilômetros por hora no sul e no leste do território gaúcho. Já no litoral sul e na área da Lagoa dos Patos, a previsão é de rajadas mais fortes: de 80 a 100 quilômetros por hora. De forma isolada, o vento pode passar de 100 quilômetros por hora, especialmente na costa do litoral sul do Chuí até Rio Grande e na Lagoa dos Patos.

Em Porto Alegre, na maior parte dos bairros o vento deve ficar entre 60 e 75 quilômetros por hora. Mais ao sul da capital e perto do Guaíba, contudo, os ventos podem atingir de 80 a 90 quilômetros por hora — não sendo afastada a possibilidade de rajadas superiores.

No norte da Grande Porto Alegre, como no Vale do Sinos, os ventos em ciclones não costumam causar tantos impactos.

Cidades mais atingidas

Com base nos dados, a projeção é que vente com rajadas mais fortes em municípios como: Chuí, Jaguarão, Aceguá, Arroio Grande, Rio Grande, Pelotas, São Lourenço do Sul, São José do Norte, Turuçu, Mostardas, Arambaré, Tapes, Barra do Ribeiro, Guaíba, Porto Alegre, Viamão, Tavares, Palmares do Sul e Capivari do Sul.

Diante desse cenário, o vento pode provocar danos estruturais como destelhamentos, quedas de árvores e postes e cortes de energia elétrica.

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