O aposentado Erno Schmitz, 79 anos, mora em frente ao prédio do Moinho Collet, construído em 1854, junto ao Arroio Feitoria e a estrada em direção à São Leopoldo, em Dois Irmãos. O município adquiriu em 2022 o prédio que era de propriedade particular. A partir de terça-feira (6), Schmitz poderá acompanhar de perto o restauro da edificação, que custará mais de R$ 2,6 milhões provenientes do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria Estadual da Cultural (R$ 1.848.922,35) e contrapartida do município (R$ 793.983,30) na primeira etapa.

Foto: Susi Mello/GES-Especial
Segundo a chefe do Departamento de Cultura de Dois Irmãos, Elisandra Bremm, a obra, que inicia nesta primeira quinzena de maio, será executada pela Arquium e Restauro Ltda, cujo contrato foi celebrado com a Associação Rota Colonial de Dois Irmãos. “Nessa primeira etapa será realizada a sustentação do prédio para que ele não caia”, antecipa Elisandra, complementando que serão várias etapas até a conclusão do restauro, cujo prazo para a entrega da obra ainda não há.

Foto: Susi Mello/GES-Especial
Elisandra explica que os antigos proprietários foram muitos generosos. “Eles venderam com um preço simbólico porque diziam que não teriam condições de fazer esse restauro. Ao venderem, o município teve esse olhar de cuidado com algo que é de todos”, complementa a chefe de Cultura, destacando que o projeto busca preservar um bem cultural de imenso valor histórico para a cidade e moradores.
O Moinho

Foto: Susi Mello/GES-Especial
ENTRE NA COMUNIDADE DO ABCMAIS NO WHATSAPP
O Departamento de Cultura informa que o conjunto do Moinho Collet é composto por um moinho, residência e prédios anexos a terras junto ao Arroio Feitoria. O prédio de 1854 pertencia à família de Jacob Blauth e, além do Moinho, abrigava um armazém de secos e molhados.

Foto: Susi Mello/GES-Especial
Posteriormente, a família de Blauth mudou-se para São Leopoldo e o moinho pertenceu a diferentes famílias, até que em 1901 o local foi adquirido por Guilherme Collet, filho do imigrante alemão Michael Collet. A família Collet utilizou o espaço para produção de farinha, beneficiamento de arroz, moagem de milho e fabricação de óleo de amendoim
Encontro com comunidade

Foto: Susi Mello/GES-Especial
A utilização do prédio ainda não está definida. Elisandra antecipa que pretende marcar uma reunião com pessoas da comunidade que acompanharam a trajetória do Moinho Collet. “É uma forma de proporcionar uma melhor utilização para ele”, frisa.