Há quatro dias consecutivos o Rio Grande do Sul registra temperaturas negativas em algumas cidades. As marcas ainda são reflexo da forte massa de ar frio de origem polar que chegou ao Estado no final da semana passada.
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Com as mínimas negativas desta terça-feira (12), o Estado já soma, no ano, 48 dias com registro de temperatura abaixo de zero. Foram três dias em abril, seis em maio, 17 em junho, 16 em julho e seis dias em agosto até o momento.

Foto: Reprodução/MetSul Meteorologia
E a situação pode se estender: segundo a MetSul Meteorologia, entre esta quarta (13) e quinta-feira (14), uma nova massa de ar frio vai ingressar no território gaúcho.
“Com diferenças importantes em relação à incursão de ar polar que chegou no final da semana passada e que foi responsável por neve no Sul do Brasil e marcas abaixo de zero no Sul, Centro-Oeste e o Sudeste do País”, ressaltam os especialistas.
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A principal diferença, alertam, é que se trata de uma massa de ar frio com menor intensidade. Além disso, esse ar frio tem trajetória marítima, pela costa do Sul do Brasil, enquanto a última massa de ar frio era de trajetória continental, tendo avançado pelo interior do continente.
Com esta nova incursão de ar frio, a temperatura cai mais uma vez.
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A queda das temperaturas, contudo, não será acentuada e deve ser mais sentida nas máximas, já que as mínimas devem se manter baixas no Rio Estado. “Não devem ser esperadas, contudo, tardes frias como na sexta e no fim de semana”, destaca a MetSul.
O principal efeito será a manutenção das noites frias, com um maior impacto desta incursão de ar frio no Sul gaúcho.
Mas a previsão é que novas marcas negativas ocorram apenas na segunda metade da semana, especialmente na região de Pedras Altas e Pinheiro Machado, na Serra do Sudeste, e na área de São José dos Ausentes, nos Campos de Cima da Serra.
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No entanto, não é esperada geada de forma generalizada pelo Rio Grande do Sul, já que esta massa de ar frio de trajetória marítima tem menor potência.
A probabilidade de gear na quinta e na sexta-feira (15) é maior em localidades da fronteira com o Uruguai, Campanha, Serra do Sudeste, Sul, baixadas do Planalto Médio e da Serra Gaúcha, e nos Campos de Cima da Serra.