Uma palestra sobre a saúde emocional e mental dos profissionais da educação, ministrada pela pedagoga Regina Shudo marcou o início do ano letivo de 2025 na Rede Municipal de São Leopoldo nesta quarta-feira (19). O evento, realizado em parceria entre a Prefeitura e o Sesc, ocorre até as 17 horas no Anfiteatro Padre Werner, na Unisinos, e reúne educadores da rede municipal e conveniada para uma programação especial.

Foto: Renata Strapazzon/GES-Especial
Nesta quinta-feira (20), os profissionais das 50 escolas municipais de Ensino Fundamental (EMEFs) e de Educação Infantil (EMEIs) da rede leopoldense retornam às salas de aula para acolher cerca de 21 mil estudantes. As 47 escolas conveniadas, que têm aproximadamente 5 mil vagas compradas pelo Município retomaram as aulas no último dia 10.
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Para o secretário municipal de Educação, Jéferson Falcão, a preparação para o retorno é importante. “Este é o evento oficial de abertura do ano letivo, onde vamos recepcionar 1,6 mil professores da nossa rede municipal e escolas conveniadas, para desejar a eles um bom retorno após o recesso. É um momento leve, alegre. Nossos professores estão com muita energia para receber a nossa comunidade escolar e os nossos alunos”, comenta Falcão.
O secretário destacou, também, o tema escolhido para a palestra de abertura do ano letivo. “Tratar da saúde mental e emocional dos professores é importante, já que ela foi tão afetada nestes últimos anos devido a pandemia, a enchente. Nossos professores que têm diariamente que dar todo o suporte aos alunos em sala de aula, após estes eventos. A gente precisa cuidar de quem cuida. É o primeiro passo”, destaca Falcão.
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Professora há 14 anos, Paloma Góis Soares, 41, dá aulas na EMEF Senador Alberto Pasqualini. Ela participou do evento de abertura do ano letivo e aprovou a escolha do tema da palestra principal. “Nós professores temos uma demanda muito grande de responsabilidades. Muitas vezes um apoio em relação ao afeto e ao acolhimento do professor é importantíssimo para que tu consiga desenvolver melhor o teu trabalho. Muitos desumanizam o professor, que não é visto como um ser humano com dificuldades, com necessidades, com alegrias, com tristezas. Por isso, acho que é uma palestra bem relevante”, opina.
Apesar dos anos de experiência, Paloma diz que cada início de ciclo letivo é repleto de expectativas. “Trabalhamos com seres humanos e todos eles têm subjetividades. Sempre é uma experiência nova. A vontade e o prazer continuam os mesmos. Acho incrível todos os dias ter a oportunidade de mudar a vida de alguém”, pontua.
Ação em escola atingida pela enchente
Para marcar a volta às aulas uma ação especial será realizada nesta quinta-feira (20) com a presença do prefeito Heliomar Franco na EMEF Professora Otília Carvalho Rieth, no bairro Scharlau. A escola foi severamente atingida pela enchente de maio de 2024 e está reconstruída para o ano letivo de 2025.
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“Recebemos a escola Otília Rieth com apenas 23% das obras de recuperação pós-enchente concluídas. Tínhamos muita coisa para fazer lá já que foi a escola mais prejudicada na cidade. Nesta quarta-feira as obras já estão 99% concluídas, faltando apenas o acabamento e limpeza”, comenta Falcão.
Proibição ao uso de celulares
Outra novidade do ano letivo de 2025 será a proibição do uso de celulares nas escolas, conforme prevê a Lei Federal nº 15.100/2025. Segundo Falcão, ainda não há uma determinação de como a fiscalização será feita nas escolas da rede.
“Estamos aguardando decreto nacional (publicado nesta quarta-feira, 19) para depois poder regulamentar na cidade. A gente sabe que existe uma lei, que o celular será proibido em sala de aula, o que eu vejo com bons olhos. O aluno vai poder se concentrar bem mais nas atividades, no aprendizado”, comenta.
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“Vamos regulamentar aqui também para saber de que forma os professores e a equipe diretiva vão atuar caso algum aluno esteja utilizando o celular. Como tudo é muito novo, vai ser tudo com muita cautela, muita calma, muito diálogo com os alunos e com os pais, num trabalho em conjunto da secretaria com as equipes diretivas”, esclarece.
Falta de vagas
Outro problema recorrente a casa volta às aulas, a falta de vagas nas escolas é realidade também neste ano. “É um problema crônico porque nos últimos 10 anos não foram construídas novas escolas de ensino fundamental na cidade. Temos regiões que acaba faltando vaga. Na escola Gusmão, na região central, no primeiro ano tivemos 380 inscrições e tínhamos 80 vagas. Então, é obvio que 300 alunos não puderam ir pra lá e acabaram sendo encaminhados para outras escolas próximas”, exemplifica o secretário.
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No entanto, segundo ele, são poucos os casos de crianças que ficaram fora do zoneamento. “Acontece, mas daí a Secretaria da Educação cumpre a lei e oferece transporte escolar para estas crianças e adolescente que ficaram longe da sua residência, mas são poucos os casos”, garante.
Volta às aulas na região
Além de São Leopoldo, Esteio também retoma as aulas em sua rede municipal nesta quinta-feira (20). Na cidade, são cerca de 11 mil alunos nas 32 escolas da rede. Em Sapucaia do Sul, os mais de 15 mil alunos das 32 escolas da Rede Municipal voltarão às aulas segunda-feira (24). Em Portão e Capela de Santana o ano letivo de 2025 começou no último dia 17. A rede portanense conta com 21 escolas e cerca de 5,2 mil alunos. Já Capela tem 11 escolas e cerca de 1,5 mil estudantes.