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ESTRADAS DA REGIÃO

FREE FLOW: Sistema de cobrança automática completa um ano em rodovias da região

Pedagiamento eletrônico adotado pela CSG, sem filas de pedágio, será padrão no Rio Grande do Sul

Publicado em: 28/03/2025 às 03h:00
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No dia 29 de março de 2024, a concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG) passou a ser primeira do País a trabalhar apenas com o sistema de pedágios free flow, implantado nas rodovias que integram o Bloco 3 do programa de concessões do governo do Estado.

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Tecnologia acabou com praças de pedágio com cancelas | abc+



Tecnologia acabou com praças de pedágio com cancelas

Foto: Gustavo Mansur/Secom

O modelo que dispensa a instalação de praças físicas de cobrança começou a ser implementado no final do ano de 2023, com a instalação do primeiro pórtico do novo sistema na RS-122, em Antônio Prado. A implementação desativou a praça de Flores da Cunha, e foi concluída em março de 2024, quando foi finalizada a instalação de mais cinco pórticos nas RSs (incluindo os da região de cobertura do Grupo Sinos — em Capela de Santana e São Sebastião do Caí — e na Serra), sendo, então, desativada a praça de pedágio de Portão.

Na quinta-feira (27), o casal de aposentados Nelson Noll, 74 anos, e Márcia Noll, 63 anos, passaram pela primeira vez por um trecho que adota o sistema de cobrança sem praças fixas. Vindos de Lajeado com destino a Gramado, eles precisaram parar na Base de Atendimento ao Cliente localizada na RS-240, em Capela de Santana.

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Como não fizeram o cadastro com antecedência, utilizaram o apoio dos funcionários para baixar o aplicativo no celular e seguir viagem. Mesmo com o contratempo, o novo sistema foi aprovado. “Achei muito interessante porque não há perda de tempo; estou perdendo apenas para baixar o aplicativo porque é a primeira vez que estou usando o free flow de forma que acho muito interessante e que seja ampliado.”

Baixa inadimplência

Diretor-presidente da CSG, Ricardo Peres, diz que os motoristas se adaptaram rapidamente ao novo modelo, surpreendendo a própria empresa. “Tem uma certa flutuação, de acordo com um mês ou outro, mas hoje é seguro de te afirmar que 4% dos veículos que passam pelos pórticos não fazem o pagamento dentro do prazo legal que hoje é de 30 dias.”

Essa baixa inadimplência foi verificada desde o início da implantação, como lembra Peres. “Quando começamos a tratar o free flow aqui na concessionária em meados de 2023 imaginávamos que estaríamos sujeitos a uma inadimplência de 30%, mas quando começou a operar ela ficou bem longe disso, algo em torno de 9%.”

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Cobrança parcial por trecho rodado só em 2026

Principal argumento para a mudança do sistema de cobrança, o pagamento por trecho rodado só deve ser implementado em 2026, atendendo ao prazo de estudos definido pelo próprio governo estadual durante o anúncio do free flow.

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“Depois desse período, a partir dos estudos e dados que serão levantados, passaremos para a análise da oportunidade de segmentação desses pontos, segmentando também os valores que são cobrados”, afirmou o governador Eduardo Leite (PSDB) em agosto de 2023, quando o novo modelo foi apresentado.

A cobrança integral tem sido a principal reclamação por parte dos usuários, que pagam valores integrais mesmo quando trafegam por percursos mais curtos. “Se eles ampliarem essa forma de cobrança (parcial) e a primeira avaliação que eu fiz da estrada é muito boa do trevo da BR-386”, pontua Noll, que defende a adoção do modelo no Vale do Taquari, região onde vive com a esposa e que está entre as próximas regiões que terão estradas concedidas à iniciativa privada.

Para ficar e expandir

Mesmo sem ter sido implementado de forma integral, tanto a concessionária quanto o governo do Estado apontam que o free flow é um caminho sem volta. O Bloco 2 do programa de concessões encabeçado pela Secretaria de Parcerias e Concessões (Separ) já prevê a adoção do modelo. Na última segunda-feira (24), o governo encerrou a consulta pública do projeto de concessão das rodovias que atendem as regiões do Vale do Taquari e da região Norte do Rio Grande do Sul. Já no caso do Bloco 1, que atenderá as regiões Metropolitana, Serra e Litoral, ainda não foi lançado, mas mesmo assim já está confirmada a adoção do free flow.

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De acordo com a Separ, o sistema já é consenso no governo do RS quando se pensa em futuras concessões. A decisão, inclusive, conta com o aval da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). “O free flow vai ser espalhado e popularizado no País como um todo. A gente recebe a visita de várias concessionárias para conhecer o sistema e ver como funciona”, relata Peres.

 

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