O Instituto-Geral de Perícias (IGP) divulgou nesta quarta-feira (5) o laudo sobre o ônibus que pegou fogo no Centro Histórico de Porto Alegre na tarde de 3 de outubro deste ano.
CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NA COMUNIDADE DO ABCMAIS NO WHATSAPP
O coletivo, que transportava 57 pessoas – entre adolescentes e professores de uma escola de Vacarias -, desceu a Rua Espírito Santo desgovernado e colidiu contra diversos veículos antes das chamas iniciarem. Não houve feridos graves.

Foto: Reprodução
Após análises, o IGP concluiu que o acidente não foi causado por falha humana.
Conforme o documento, a “única hipótese tecnicamente possível e suficiente para ocorrência do evento foi uma falha mecânica na válvula pneumática localizada junto à alavanca de acionamento do freio de estacionamento”.
LEIA MAIS: Ao menos 20 pessoas precisam de atendimento após incêndio no Centro Histórico de Porto Alegre
O delegado Carlos Butarelli, titular da Delegacia de Delitos de Trânsito da Polícia Civil, afirma que o inquérito está em fase de conclusão e será remetido a Justiça nos próximos dias.
Ônibus com peso acima do permitido para o local
O coletivo envolvido no acidente constava no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) com o peso de 25 toneladas. Contudo, a área da capital por onde ele circulava quando desceu a rua sem controle e atingiu carros, não permite a passagem de veículos com mais de 12 toneladas.
CLIQUE AQUI PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER
A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) ressalta que a proibição se estende por várias ruas com direção à Praça da Matriz e é sinalizada por placas. Nos casos em que um veículo pesado precisa, por algum motivo, acessar o Centro da cidade, é necessário solicitar uma autorização especial. Se aceita, além da permissão de circulação, o órgão repassa indicações de rotas seguras.
*Colaborou: Kassiane Michel.