Prefeitos, representantes de entidades e outras lideranças de municípios da região do Vale do Caí estão pressionando o governo do Estado. O motivo dessa mobilização é a construção de uma nova ponte sobre o Rio Caí, a fim de melhorar o fluxo e a segurança no trânsito para quem acessa os municípios interligados: São Sebastião do Caí, Harmonia e Pareci Novo. O movimento regional ainda envolve as cidades de Tupandi e Montenegro.

Foto: Laura Rolim/GES-Especial
A nova ponte deverá ser construída em São Sebastião do Caí e servirá para melhorar a mobilidade urbana da população. As mudanças no trânsito já ocorreriam a partir da cidade de Montenegro, diminuindo ainda a distância percorrida para o acesso a RS-122. Além disso, retiraria a sobrecarga do fluxo atual de veículos da área urbana de São Sebastião do Caí.
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“A mobilização envolve tanto administradores dos municípios como as associações comerciais, pois permite uma nova ligação entre a RS-122 com a RS-124, facilitando para quem vem da Serra para Montenegro e Vale do Taquari”, explica o vice-presidente da Associação do Comércio, Indústria e Serviços (Acis), de Harmonia, Michael Reichert.
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Situação atual preocupa
Atualmente, existem três pontes de pista simples na região, todas consideradas estreitas tamanho fluxo de veículos, além de estarem em condições precárias. A iniciativa das autoridades visa garantir a infraestrutura adequada para o escoamento da produção, a mobilidade da população e o fortalecimento da economia local. Além disso, há questões importantes de segurança, como o fato delas não possuírem cabeceiras, o que gera transtornos recorrentes.

Foto: Laura Rolim/GES-Especial
Autoridades pressionam
Em abril, uma comitiva formada por prefeitos e deputados da região reuniu-se com a Casa Civil do Estado, juntamente ao Daer e Secretaria Estadual de Logística e Transporte. Entidades então construíram um manifesto de apoio à inclusão da obra ao Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Neste documento houve a participação da Acis de Harmonia e de Tupandi, bem como a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Montenegro e Região (Aci), Câmara de Dirigentes Lojistas de São Sebastião do Caí (CDL), Associação Comercial, Industrial e de Serviços de São Sebastião do Caí (Aciscai).
“Mais do que uma obra de engenharia, essa ponte representa um marco de esperança, reconstrução e desenvolvimento. Trata-se de um passo necessário para construirmos, juntos, um futuro mais resiliente, justo e próspero para todos”, seguia trecho do documento que foi enviado ao governo do RS.
Fundo de Reconstrução
A expectativa é da inclusão da nova ponte no Funrigs que, a partir da suspensão do pagamento da dívida com a União, destina recursos para ações de reconstrução e resiliência climática depois das enchentes de 2024. O valor da construção da ponte está estimada em R$ 150 milhões. Valor que seria possível oriundo do fundo devido a prevenção de novos desastres, sendo a região muito afetada pelas enchentes do ano passado.
A proposta aguarda análise de enquadramento e aprovação do Comitê Técnico do Funrigs.
O que dizem os prefeitos
- Prefeito de São Sebastião do Caí, João Marcos Duarte Guará (PSDB): “Essa é uma demanda antiga da região, mas que agora se acentua devido à precariedade das pontes e ao fluxo de veículos que aumentou. O diálogo é aberto com o governo do Estado para que se inclua essa obra tão necessária. A gente está vivendo um caos na região que está afetando o desenvolvimento dos municípios sendo a ponte fundamental”.
- Prefeita de Pareci Novo, Cristina Reinheimer (MDB): “A demora está grande. Não viemos de forma crítica, mas para resolver esse problema. Temos hoje um trânsito grande e quando implantados os pedágios na região, triplicou o uso da RS-124. Então viemos juntos solicitar para que se tenha essa solução, pois dependemos da ponte para transporte e escoamento das nossas safras”.
- Prefeito de Montenegro, Gustavo Zanatta (Republicanos): “É absurdo que estas pontes tenham apenas uma pista, levando em conta o grande volume de veículos, caminhões e ônibus que transitam pela rodovia. Por ali passam milhares de pessoas todos os dias, submetidas a filas imensas e a risco de acidentes. As pontes estão em situação precária e há um medo real de que venham a desabar”.
- Prefeito de Harmonia, Ernani Forneck (União): “Precisamos de respostas, já fomos recebidos pelo Estado, mas agora é muito urgente a definição. As pontes estão precárias e o movimento é intenso, é o nosso principal acesso e que está dando muito problema. Dependemos diariamente da ponte e é urgente que o governo nos dê uma resposta definitiva”.
- Prefeito de Tupandi, Paulinho Ludwig (MDB): “Com certeza é muito importante esse acesso para nós. Grande parte da produção e a matéria-prima que abastece nossas empresas passa por essas pontes. Hoje temos como principal via de acesso à rota por Bom Princípio, mas essa é uma segunda opção extremamente necessária para garantir o fluxo e segurança no transporte”.
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