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PREVISÃO DO TEMPO

"Pressão já observada em furacões e tempestades tropicais": Entenda o que torna ciclone esperado para o RS tão alarmante

Fenômeno deve causar chuva volumosa e rajadas de vento acima de 100 km/h em alguns pontos do Rio Grande do Sul

Nadine Funck
Publicado em: 03/11/2025 às 16h:16
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 Um ciclone extratropical vai se formar antes do fim de semana no Sul do Brasil, e a projeção desta segunda-feira (3) é a mesma de domingo (2): ventos intensos e chuva volumosa acompanhada de tempestade e risco de transtornos no Rio Grande do Sul.

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Será sobre o território gaúcho que estará o centro de baixa pressão na sexta (7), antes de avançar ao Oceano Atlântico no sábado (8).

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Ciclone extratropical deve atingir o RS neste fim de semana | abc+



Ciclone extratropical deve atingir o RS neste fim de semana

Foto: MetSul

Pressão abaixo de 1000 hPa indica perigo e ciclone “muito distinto”

A meteorologista da MetSul Estael Sias explica que os modelos numéricos apontam valores de pressão atmosférica reduzidos ao nível do mar, abaixo de 1000 hPa no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná. Os menores valores são indicados para os territórios gaúchos e catarinense durante a sexta-feira e nas primeiras horas do sábado.

“Valores de pressão abaixo de 1000 hPa não são comuns e costumam acompanhar forte a intensa instabilidade com risco acentuado principalmente de tempestades severas e vento”, salienta a meteorologista.

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Segundo Estael, há modelos analisados pelo portal de meteorologia que apontam a possibilidade de a pressão cair para marcas entre 990 hPa e 993 hPa em alguns pontos do Sul do Brasil, “o que são valores extremamente baixos na climatologia regional e ainda mais incomuns”. 

“Para se ter uma ideia de quão baixa é uma pressão atmosférica de 990 hPa a 995 hPa, no Atlântico Norte já foram observados furacões e tempestade tropicais com pressões centrais nestes patamares, embora o sistema que atuará no final desta semana seja um ciclone extratropical e, portanto, muito distinto.”

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Onde o ciclone vai se formar

O sistema vai se originar a partir de uma área de baixa pressão em médios e altos níveis da atmosfera (baixa segregada ou fria) que cruzará os Andes e avançará em direção a Argentina, onde devem ser registrados temporais fortes a severos entre o fim da tarde de quinta (6) e a manhã de sexta em várias províncias.

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Qual o dia mais perigoso no Rio Grande do Sul?

Após passar pela Argentina, a baixa pressão vai se aprofundar e começar a formar o ciclone na sexta, quando se intensificará sobre o Estado. Este será o dia mais crítico no território gaúcho, com chance de chuva intensa e volumosa, temporais fortes a severos e muito vento. 

A meteorologista esclarece que são possíveis acumulados de 75 mm a 150 mm em apenas 24 horas, o que vai trazer alagamentos e inundações em partes do RS.

Os dados analisados nesta segunda indicam que a baixa pressão ingressaria na manhã de sexta pelo oeste e noroeste, na região de São Borja, cruzando a metade norte do Rio Grande do Sul no decorrer do dia. O centro do sistema estará na altura de Porto Alegre e da Serra à tarde, e na costa do litoral norte e sul de Santa Catarina à noite.

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Além da instabilidade, há chance de temporais com granizo de variados tamanhos, vendavais e raios. Neste dia, é muito elevado o risco de chuva volumosa do centro ao norte gaúcho, sobretudo entre o centro, os vales, grande Porto Alegre, Serra e litoral norte.

Rajadas intensas de vento

A medida que se afasta do Rio Grande do Sul, o sistema estará sobre o oceano e muito perto da costa, o que resultará em vento forte a intenso, com rajadas que podem variar de 50 km/h a 80 km/h em grande parte dos municípios gaúchos na sexta.

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Segundo a meteorologista, o cenário mais crítico é esperado entre o norte da Lagoa dos Patos, Porto Alegre e os litorais médio e norte, com ventos que podem passar de 100 km/h, ou seja, alto potencial de danos e falta de luz em grande escala.

Estael salienta ainda que projeções de trajetória e intensidade de centros de baixa pressão ou ciclones tendem a sofrer mudanças à medida que se aproxima da data da formação do fenômeno – o que implica em variações sobre volumes de chuva e intensidade do vento, assim como os locais mais impactados. Por isso, o prognóstico deste ciclone está sujeito a mudanças e ajustes até sexta, quando deve ocorrer a ciclogênese.

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