A semana, que iniciou com frio intenso e mínimas próximas de zero no Rio Grande do Sul, vai terminar com chuva. De acordo com a MetSul Meteorologia, a partir do fim de semana, a instabilidade deve avançar e causar temporais e muita chuva.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Nesta terça-feira (10), na Região Metropolitana de Porto Alegre, o dia começou gelado e com mínimas na casa dos 7°C. Na estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em Bagé, na região da Campanha, os termômetros chegaram a -1,2°C. As máximas devem chegar aos 14°C em Novo Hamburgo.
Sob influência da terceira massa de ar frio em junho, a tendência é de que nos próximos dias o frio predomine no Estado, com chance de geada. Especialmente nas regiões da Serra, Campos de Serra e Campanha.
Segunda quinzena com chuvarada
Após a onda de frio na primeira metade do mês, a segunda quinzena será marcada pela chuvarada. De acordo com a MetSul, a partir de sábado (14), grandes volumes devem atingir o Rio Grande do Sul, além dos estados de Santa Catarina e Paraná.
Isso será causado por sucessivas áreas de baixa pressão que vão atingir a região Sul do Brasil. As áreas de instabilidade devem avançar da Argentina em direção ao Rio Grande do Sul ao longo do sábado. No domingo (15), a instabilidade deve predominar com chuva a qualquer momento.
A chuva deve dar uma trégua na segunda-feira (16), quando o sol tem chances de aparecer em algumas regiões gaúchas. Entre terça (17) e quinta (19), a instabilidade pode retornar, conforme afirma a MetSul. Há risco de chuva forte e temporais – mas essa chuva pode ser irregular.
Essa instabilidade pode perder força entre a sexta (20) e o sábado (21), mas na sequência a chuva deve retornar com força. Modelos projetam que volta a chover entre os dias 22 e 24, especialmente na Metade Norte com acumulados expressivos.
Volumes acima dos 300mm
A situação coloca algumas regiões do Rio Grande do Sul em alerta pelos volumes excessivos de chuva. A projeção de chuva trabalha com os modelos europeu e americano.
O europeu indica volumes que podem superar os 300 milímetros em pontos do Norte e Sul gaúcho. Já o americano indica, por enquanto, índices entre 200 e 250 mm, mas o que coloca da mesma forma as regiões em alerta para esses acumulados.