O avanço de um frente fria pelo Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (9) deixa os gaúchos em alerta para temporais, com risco de ventos intensos, queda de granizo e chuva volumosa. Diante desse cenário, a MetSul Meteorologia afirma que em Porto Alegre a tendência é de precipitação torrencial, que deve causar transtornos e alagamentos.
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Foto: Eduardo Amaral/GES-Especial
De acordo com a empresa especializada em meteorologia, modelos númericos divergem muito sobre a quantidade de chuva que pode cair na área de capital gaúcha nesta sexta. O modelo do Centro Meteorológico Europeu indica apenas 30 mm, mesmo volume projetado pelo nosso modelo de alta resolução WRF inicializado com o modelo norte-americano.
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Por outro lado, o modelo Icon do centro alemão, um dos modelos com índices de acerto mais alto historicamente, projeta acumulados muitíssimos mais altos para a região de Porto Alegre com o pior da chuva nos turnos da manhã e da tarde, quando a simulação aponta acumulados de até 100 mm ou mais.
“O modelo Icon intensifica muito a frente fria pouco antes de chegar na área de Porto Alegre, na primeira metade da sexta-feira, com volumes muito altos no Norte da Lagoa dos Patos e entorno”, observa a MetSul.
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Os especilistas destacam que embora não seja o indicativo da maioria dos modelos númecos, a projeção do Icon reforça a preocupação sobre o risco de chuva forte a intensa em Porto Alegre durante o dia.
“No melhor cenário, a capital gaúcha deve ter chuva com período de moderada a forte e no pior chuva em vários momentos intensa com altos acumulados em curto período e significativamente altos no total do dia”, avalia a MetSul. Para a empresa, sob esse cenário, há possibilidade de alagamentos na cidade.
“Confirmando-se o pior cenário – o do modelo alemão – os alagamentos seriam numerosos e os transtornos importantes para a rotina da cidade com transbordamento de arroios, cortes de luz e quedas de árvores”, alerta a MetSul.
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O prognóstico ainda diz que apesar de não ser possível se afastar a possibilidade de temporal com vento, o risco maior é a chuva. Contudo, a MetSul enfatiza que esse episódio não será similar ao vivenciado pelos gaúchos em maio do ano passado.
“Como chuva volumosa automaticamente remete à ideia de enchente, após o desastre de maio passado, é importante destacar que o Guaíba estava na tarde de hoje em 0,77 metro à tarde – abaixo do nível normal de maio – e que o cenário não semelhança com o do último ano”, finaliza a MetSul.