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PREVISÃO DO TEMPO

Primeiro grande evento do El Niño traz onda de tempestades severas ao RS nos próximos dias; saiba o que esperar

Alerta é para chuva excessiva, muitos raios, granizo até grande e vendavais potecialmente destrutivos

Suelen Schaumloeffel Olkoski
Publicado em: 12/07/2026 às 15h:36 Última atualização: 12/07/2026 às 15h:36
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A MetSul Meteorologia emitiu um alerta de perigo para o Rio Grande do Sul e estados vizinhos devido a uma persistente e intensa onda de tempestades. O cenário de alto risco deve se estender por vários dias, afetando também o Uruguai e o Centro e o Nordeste da Argentina.

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De acordo com os meteorologistas Estael Sias e Luiz Fernando Nachtigall, este evento marca a primeira grande onda de tempo severo no Cone Sul sob a influência do episódio de El Niño de 2026-2027. O fenômeno, que teve início há dois meses e já atinge forte intensidade no Oceano Pacífico, deve ditar o ritmo dos próximos meses, projetando uma frequência elevada de tempestades até o final do inverno e durante a primavera.

Os modelos numéricos analisados pelos especialistas da MetSul apontam para um período mínimo de cinco dias consecutivos de tempo severo, com projeções que indicam a possibilidade de até sete dias seguidos de alertas ligados à atmosfera instável.

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Grande e longa onda de tempestades trará chuva volumosa, muito granizo, grande quantidade de raios e vendavais | abc+



Grande e longa onda de tempestades trará chuva volumosa, muito granizo, grande quantidade de raios e vendavais

Foto: Pixabay

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Dinâmica da instabilidade

A mudança no tempo começará a se desenhar a partir de quarta-feira (15), quando uma massa de ar frio que dominava a primeira metade da semana começará a dar lugar ao ingresso de ar muito quente em altitude.

A partir de quinta-feira (16), as primeiras áreas de instabilidade ganham força, provocando chuva e temporais no Nordeste argentino, no Uruguai e em pontos do Rio Grande do Sul. Sob a influência desse ar aquecido, a janela propícia para tempestades severas deve se arrastar até a terça-feira da semana seguinte (21).

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Os meteorologistas ressaltam, contudo, que as chuvas e os temporais não serão ininterruptos na mesma localidade. A instabilidade vai oscilar geograficamente. Essa dinâmica provocará uma alternância constante entre momentos de chuva forte e períodos em que o sol aparece, acompanhado de calor forte e sensação de abafamento.

Combustível térmico e vento atípico

O grande motor dessa onda de tempestades será uma massa de ar excepcionalmente quente para esta época do ano, que atuará sobre o Centro e Norte da Argentina, Uruguai, Paraguai e o Sul do Brasil. Esse superaquecimento da atmosfera fornecerá a energia necessária para a formação de nuvens carregadas capazes de gerar tempestades isoladas severas com vento e granizo.

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Somado a isso, a equipe da MetSul identificou um fator crítico: uma corrente de jato em baixos níveis atipicamente intensa e de longa duração. Esse corredor de vento forte em altitude transportará ar muito quente e causará rajadas de vento Norte por dias seguidos, principalmente no Rio Grande do Sul e no Oeste de Santa Catarina e do Paraná, elevando consideravelmente o potencial para vendavais destrutivos.

Alerta crítico para granizo e volumes extremos de chuva

O risco para a queda de granizo é classificado como crítico pela MetSul Meteorologia. O Rio Grande do Sul deve registrar episódios numerosos do fenômeno entre a segunda metade desta semana e o início da próxima.

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Embora a maior parte do granizo esperado seja de tamanho pequeno, os meteorologistas alertam que haverá casos de pedras de médio a grande porte, com alto potencial de danos, não se descartando até mesmo a ocorrência de granizo gigante em pontos isolados.

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Além do vento e das pedras de gelo, o volume de água preocupa. A persistência da instabilidade acumulará marcas de 100 mm a 200 mm em diversos municípios gaúchos até o meio da próxima semana.

Em algumas áreas, os modelos indicam acumulados extremos, que podem oscilar entre 200 mm e 300 mm, ou até superar esses valores. Diante desse quadro, os meteorologistas alertam para a subida de rios e recomendam atenção máxima ao risco de alagamentos urbanos, transbordamento de córregos e inundações repentinas.

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