A coordenadora do curso de Biomedicina da Unisinos, Juliana Scherer, está coordenando uma pesquisa inédita sobre letramento em saúde, com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Saúde. O estudo investiga como a população brasileira busca, interpreta e utiliza informações sobre saúde para tomar decisões no dia a dia — uma habilidade cada vez mais essencial em tempos de desinformação.

Foto: Arthur Woltmann/Divulgação
A pesquisa utiliza formulários eletrônicos com perguntas sobre hábitos informacionais e conhecimentos sobre assuntos de saúde. Os dados vão permitir identificar os principais temas de desinformação em saúde e ajudar na construção de estratégias mais eficazes de comunicação e educação em saúde.
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“Queremos mapear o grau de autonomia das pessoas em relação às informações sobre saúde que chegam até ela. A baixa compreensão e a desinformação em saúde podem gerar decisões perigosas para o indivíduo e para a sociedade”, explica Juliana.
Além do levantamento de dados, o projeto prevê a produção de materiais educativos em linguagem acessível, como cartilhas, posts informativos e oficinas comunitárias, para apoiar ações de enfrentamento à desinformação em saúde.
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Os resultados serão divulgados de forma aberta e acessível à população. Atualmente, a pesquisa está em fase de coleta de dados. Pessoas residentes no Brasil e maiores de 18 anos podem responder ao questionário, disponível aqui, até o dia 30 de junho.