Propiciar um recomeço para as pessoas que perderam suas casas na cheia histórica. Esse é o objetivo do Projeto João de Barro, que objetiva reconstruir 200 casas em locais com baixo risco de novas inundações. Morador do bairro Santos Dumont, o pedreiro Mário Paz de Oliveira tem 62 anos e vive sozinho no local há 13. Em 2024, não apenas se viu atingido por uma enchente pela primeira vez, como também viu seu lar ser destruído por ela.

Foto: Amanda Krohn/Especial
“Eu sou uma dessas vítimas que também não esperava, mas aconteceu e eu fiquei sem nada. Perdi a casinha que eu tinha, que era aqui mesmo, nesse mesmo endereço”, diz. Seu Mário, como é chamado, conheceu o projeto por acaso. “Eu estava ali ajudando a vizinha a fazer o muro dela quando encontrei esse grupo de rapazes aí, com a missão de vir nos ajudar”, conta. “Construíram a minha casa e já está pronta por dentro. Fui ajudar uma pessoa e acabei sendo ajudado também”, continua o leopoldense.
O pedreiro, que estava fora de casa desde o dia 20 de maio, retornou ao lar na sexta-feira (12). Ele não apenas ganhou a reconstrução da casa através do projeto, como também a compra de móveis e eletrodomésticos, como fogão e geladeira.
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“Consegui sair antes da água entrar na minha casa porque o pessoal da rua me acordou, ouvi aqueles comentários às 5 da manhã e saltei da cama, daí tratei de pegar umas roupas, documentos e fui embora”, diz. “Agora já estou morando aqui. Dá pra descansar, dormir bem, consigo me alimentar…”, completa.
Veja os critérios e saiba como ser beneficiado
Para ser beneficiado, é preciso criar um texto de no mínimo 20 linhas contando a história da família e listar, abaixo dele, os nomes de quem mora no local e o endereço. Também deve-se criar um vídeo de cerca de três minutos mostrando a casa atingida e os membros da família.
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Ambos devem ser enviados para o e-mail projetojoaodebarrors@ gmail.com Estão aptas a participar as famílias de até quatro membros em que pelo menos um deles possa participar ativamente da reconstrução.
A área deve ser onde já havia uma casa, que deixou de existir por causa das cheias ou teve a estrutura completamente comprometida. O local deve ter baixo risco de novas inundações. O projeto, coordenado pelo empresário portanense Márcio Alves Martins, foi idealizado pelo empresário Jonas Aguiar Kehl e ocorre em parceria com os empresários Diego Korpalsk dos Santos e o construtor Flávio Antônio Scherer. A doação dos móveis é por conta da empresa Reconstrusul.