Foi apresentado nesta segunda-feira (15), em coletiva de imprensa no Palácio Piratini, o projeto RioS. A iniciativa é vista como estratégica para enfrentar os impactos dos desastres naturais que recentemente afetaram o Estado, com olhar especial para a Bacia Hidrográfica do Guaíba, incluindo o Rio dos Sinos, Gravataí, Caí, Alto e Baixo Jacuí, Taquari-Antas, Vacacaí, além do próprio Lago Guaíba.
“Estudos e projetos já estão sendo elaborados. O projeto é uma visão ampla de proteção, que vai nos ajudar a amarrar tudo isso em uma grande região de resiliência e construir a lista de prioridades”, explica o governador Eduardo Leite.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
O objetivo principal é desenvolver estratégias para a redução de riscos, promover o bem-estar ambiental e desenvolver medidas que possam ser ampliadas com o tempo. Segundo o Estado, o estudo vai fazer com que os técnicos tenham conhecimento detalhado do território e do comportamento da bacia hidrográfica.
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Para garantir a entrega, um consórcio foi criado entre Climatempo, Deloitte, EBP e Mattos Filho. A construção é coordenada pelo BNDES e tem a participação da Secretaria da Reconstrução Gaúcha (Serg). “O foco é levar o tema adiante, independente do governo. Trabalhamos com projetos a médio e curto prazo”, salienta o titular da Serg, Pedro Capeluppi.
Fases e prazos
Leite esclarece que o projeto é composto por quatro fases principais, desenvolvidas simultaneamente. A primeira deve levar pouco mais de um mês, formando as diretrizes para a governança institucional e finalizando o inventário da infraestrutura resiliente.
A Fase 2 corresponde ao diagnóstico e a consolidação dos riscos hidrológicos, das ameaças climáticas, Espacial Ambiental, Urbanístico e Socioeconômico. O trâmite é estipulado pra ser concluído em até seis meses.
Na Fase 3, o consórcio vai montar a proposição inicial das intervenções. Em seis meses será elaborado o Plano de Intervenções Físicas e Institucionais, responsável por definir os anteprojetos que devem ser priorizados. “Tudo isso está incluso no Plano Rio Grande. É uma obrigação do Rio Grande do Sul e importante que seja feito antes de enfrentar novos eventos climáticos severos, como aconteceu em 2024”, reforça o governador.
Já na Fase 4, o consórcio terá um detalhamento das intervenções que precisam ser priorizadas. A partir disso, anteprojetos de arquitetura e engenharia, assim como minutos do edital, poderão ser desenvolvidas. O prazo estipulado para a finalização do projeto RioS é de 17,5 meses.
A superintendente da área de soluções para cidades do BNDES, Luciene Machado, lembrou as recentes discussões climáticas da COP 30, realizada em Belém, no Pará e concluiu. “Resiliência é palavra do momento.”
Estado como referência
Ao melhorar a segurança hídrica do Estado, o governo projeto posicionar o Rio Grande do Sul como referência em resiliência climática no Brasil. Isso reduziria os riscos de novos desastres climáticos. “Estamos nos preparando para uma nova enchente como a de 2024. Não sabemos quando vai acontecer, mas vai se repetir”, detalha o professor e secretário executivo do Comitê Científico do RS, Joel Goldenfum.
Para o governador, o projeto não trata apenas de obras estruturais, mas de proteger a vida das pessoas. “Evitar os eventos [climáticos] é impossível. Mas, o nível de transtorno e impacto que causa na vida das pessoas pode ser mitigado.”
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