Neste sábado (25), um grupo de 30 jovens com idades entre 12 e 17 anos vivenciou uma tarde repleta de aprendizado, desafios e novas oportunidades. A Academia Sul Jiu-Jitsu, localizada em Novo Hamburgo, organizou um workshop exclusivo para crianças e adolescentes acolhidos em cinco abrigos da região.
O evento destacou o potencial do jiu-jitsu como ferramenta de transformação social, proporcionando aos participantes uma introdução à arte marcial e às possibilidades profissionais associadas a ela.
Defesa Pessoal e Inclusão Social
Durante o workshop, os jovens aprenderam princípios de defesa pessoal e foram apresentados às diversas oportunidades oferecidas pelo esporte, como a possibilidade de seguir carreiras como atletas, instrutores, professores ou árbitros. A aula foi conduzida pelo mestre Henrique Seibert, acompanhado por outros professores da academia, em uma iniciativa solidária do projeto Família Seibert.
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Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Além das lições práticas, bolsas de estudo foram distribuídas para que os participantes possam continuar treinando com a equipe da Academia Sul Jiu-Jitsu.
Mais que um esporte
O workshop é parte do projeto Família Seibert, que já levou atletas a competições internacionais como o Abu Dhabi World Pro, realizado com apoio do programa de incentivo fiscal Pró Esporte RS, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. A ação contou com a participação voluntária de cinco instrutores faixa-preta da academia.
“O jiu-jitsu teve um grande impacto na minha vida, são 30 anos dedicados ao esporte. Ele vai além de um mero esporte: é um estilo de vida que ensina respeito, conduta, amor ao próximo e generosidade”, destaca o mestre Henrique Seibert, coordenador do Projeto Superação.
Para ele, o jiu-jitsu é uma ferramenta poderosa de inclusão e transformação social, capaz de melhorar a qualidade de vida e formar cidadãos exemplares.
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Histórias de superação e inspiração
Entre os jovens participantes do evento, dois atletas que se destacaram nos tatames fizeram uma demonstração: Dionatan Micael, de 15 anos, e Júlia Seibert, de 14, filha do mestre Henrique.
Dionatan, que iniciou no esporte através de um projeto social, é um exemplo de como o jiu-jitsu pode transformar vidas. Ele é campeão mundial, bicampeão da Copa América e venceu as 12 etapas da Copa Prime de 2023, sendo invicto na competição e se tornando top ranking gaúcho. Sua história é marcada pela resiliência.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Após perder a mãe e ser separado dos nove irmãos aos 9 anos, Mica, como é conhecido, encontrou no jiu-jitsu um novo propósito. “O jiu-jitsu me trouxe disciplina, amigos e um projeto para o futuro. Quero chegar à faixa-preta e viver do esporte”, afirma o jovem, que continua acolhido em uma casa abrigo.
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Participaram do evento jovens acolhidos do Instituto Renascer, Morada de Gigantes – Abefi NH, Cecrife – Casas Lares AEVAS, Lar Colmeia e Casa João Bosco.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Na Associação Cristã Lar Colmeia, que acolhe mais de 110 crianças e adolescentes sob proteção judicial em Novo Hamburgo e Campo Bom, o objetivo é incluir o jiu-jitsu como uma das práticas esportivas oferecidas. “Hoje (sábado) eles tiveram o primeiro contato com o esporte e gostaram muito.
A expectativa é tirar esse projeto do papel ainda em 2025. Vemos o esporte como uma importante ferramenta de socialização e integração, além de contribuir para a saúde física e mental”, destaca o gestor do Lar, Telmo Camargo. Segundo Camargo, a proposta inclui a adaptação de um espaço dentro do abrigo para promover as aulas.