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CULTURA E EDUCAÇÃO

Projeto vai usar a poesia nas salas de aula como ferramenta contra a violência

Rafaela Dilly Kich vai desenvolver atividades na Escola Arnaldo Grin, no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo

Publicado em: 12/03/2025 às 14h:21 Última atualização: 12/03/2025 às 16h:21
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O ano de 2025 vai contar com a realização de um projeto inédito na Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Arnaldo Grin, localizada no  bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo. Por intermédio de financiamento do Estado do Rio Grande do Sul e o apoio do Programa RS Seguro COMunidade, escritora Rafaela Dilly Kich vai realizar uma proposta  chamada “O Nascer da Poesia: pequenos poemas, grandes ideias”.

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Recentemente, Rafaela teve um encontro com o diretor da Emef Arnaldo Grin, Fernando Bertuzzi, a vice-diretora, Bruna dos Santos Cândido, a orientadora educacional, Môniica Reichert, e a coordenadora pedagógica, Adriana Bergold. Ficou acertado que as atividades vão começar no dia 23 de março e sempre mas sextas-feiras até o mês de julho.

 

Rafaela Dilly Kich (à esquerda), Adriana Bergold, Bruna dos Santos Cândido, Mônica Reicher e Fernando Bertuzzi durante encontro para alinhar o início do projeto    | abc+



Rafaela Dilly Kich (à esquerda), Adriana Bergold, Bruna dos Santos Cândido, Mônica Reicher e Fernando Bertuzzi durante encontro para alinhar o início do projeto

Foto: Iván Andrés Fornos Angues/Divulgação

A proponente explica que o foco do projeto, livremente inspirado a partir da lembrança do filme  “Sociedade dos Poetas Mortos”, é no público adolescente, mais especificamente estudantes dos anos finais do ensino fundamental. A proposta é trabalhar diferentes nuances da poesia, amplificando seu sentido.

“Serão referenciados autoras e autores clássicos e contemporâneos. Pretendo levar também compositoras e compositores até a escola, para que os grupos possam sensibilizar seus olhares, percebendo que a poesia está presente em muitos lugares e de muitas formas: nas músicas, na natureza, nas relações que nos permeiam”, destaca.

Em última instância, o objetivo é fortalecer a autoestima do público discente para que perceba seu  potencial de também criar poesia de diferentes maneiras. Rafaela acredita que, em um contexto de  sociedade violenta e marcada por diferentes camadas de opressão, “educar para a poesia” é também uma  maneira de combater uma lógica armamentista de solução de conflitos baseada em violência.

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“A violência só gera mais violência. Prova disto é o aumento no número de suicídios entre jovens e o número crescente de ataques com armas de fogo em escolas em anos recentes, como é possível encontrar facilmente comprovação estatística baseada em dados oficiais através de uma rápida pesquisa na Internet”, enfatiza a escritora.

“É preciso mudar esta lógica, como diz a letra da música Samba da Utopia”, cita Rafaela: “Se o mundo ficar pesado, eu vou pedir emprestado, a palavra poesia”.

Mais relatos pessoais sobre o projeto podem ser acompanhados no site www.rafaeladillykich.com.br e na  página do Instagram: @aquela.poetinha.

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