A prisão do vereador de Canela, Joãozinho Silveira (MDB), pode ter reflexos em seu mandato no Legislativo. Isso porque, na segunda-feira, dia 31, a Câmara de Vereadores da cidade recebeu uma denúncia, protocolada por um munícipe, que alega quebra de decoro e conduta vexatória. O pedido é pela cassação do mandato.

Foto: Polícia Civil
O parlamentar foi detido em flagrante, no dia 25 de março, por desvios de materiais de construção que deveriam ter sido destinados a famílias em situação de vulnerabilidade no município.
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No documento encaminhado, o munícipe destaca que o caso gerou “enorme repercussão negativa e que abalou a confiança da população no Legislativo municipal”. Ainda de acordo com a denúncia, “a manutenção do mandato do edil representa sério risco à dignidade do parlamento municipal”.
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Depois dos procedimentos legais, na próxima sessão, os demais vereadores votam pelo recebimento ou não da denúncia. Caso haja maioria favorável, será constituída uma comissão, com três vereadores sorteados. Se a votação for contrária, a denúncia é arquivada.
Pedido de afastamento
Pela falta na sessão desta semana, Joãozinho soma duas ausências, sendo que quatro também acarretam a perda do mandato. Entretanto, foi protocolado um requerimento do parlamentar, solicitando o afastamento pelo período de 30 dias. Na sessão ordinária da segunda-feira, dia 7, o pedido será votado. Após o rito, o vereador suplente será convocado, nesse caso, Alberi Dias (MDB).
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Investigação
De acordo com a investigação da Polícia Civil, Joãozinho é responsável pelo desvio de materiais de construção da Prefeitura de Canela. Um “kit casa”, avaliado em R$ 23 mil, foi encontrado na propriedade do vereador, assim como mais de 60 unidades de telhas de cimento.
Após ter o pedido de liberdade provisória negado, Joãozinho foi encaminhado ao presídio.
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