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Quando começa a duplicação de rodovias do Vale do Caí e da Serra? Cronograma da CSG está definido

Caminhos da Serra Gaúcha (CSG) responde por 271,5 quilômetros de rodovias no interior do RS e acaba de entrar em seu segundo de concessão

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Publicado em: 04/02/2024 às 08h:00 Última atualização: 06/02/2024 às 09h:00
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A concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG) entrou, no dia 1º de fevereiro, em seu segundo ano de concessão de rodovias nas regiões do Vale do Caí e da Serra do Rio Grande do Sul. São 271,5 quilômetros das rodovias RS-122, RS-446, RS-240, RS-453, BR-470 e RS-287, que passam por 18 municípios.

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Pedágio free flow no km 4,6 da RS-122, em São Sebastião do Caí, no Vale do Caí | abc+



Pedágio free flow no km 4,6 da RS-122, em São Sebastião do Caí, no Vale do Caí

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial

Ao iniciar o segundo ano de concessão, a CSG definiu o cronograma de duplicações previstas em contrato com o governo gaúcho. Até 2030, 120 quilômetros de estradas serão duplicados.

Entre novembro de 2024 e janeiro de 2025 a CSG vai iniciar a duplicação de três pontos: contorno de Caxias do Sul, na RS-122; trecho da RS-453 entre Farroupilha e Bento Gonçalves; e travessia urbana de Montenegro, na RS-240.

Além disso, a CSG informa que vai construir, até janeiro de 2025, um Ponto de Parada e Descanso de Caminhoneiros (PPD). O local da obra está em fase de estudos.

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Para este segundo ano de concessão estão previstas ainda a adequação e implementação de 34,66 quilômetros de acostamentos, bem como “alargamento e reforço de pontes e viadutos, drenagem, sinalização, terraplenos, elementos de proteção e segurança, atendimentos médico, mecânico e ao cliente, ouvidoria, entre outros”.

Novos pontos de pedágio free flow começam a operar ainda em fevereiro

Ainda em fevereiro de 2024 devem entrar em operação cinco novos pontos de cobrança de pedágio free flow na área de concessão da CSG. O primeiro, instalado em Antônio Prado (km 108,3 da RS-122), funciona desde dezembro de 2023. O sistema é inédito em rodovias do Sul do Brasil.

No Vale do Caí serão dois locais com o novo modelo de cobrança: em São Sebastião do Caí (km 4,6 da RS-122) e em Capela de Santana (km 30,09 da RS-240). Com isso, a praça de pedágio de Portão, no entroncamento da 240 com a 122, será desativada.

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Desde que foi implantada, há quase 30 anos, a praça de Portão funciona no sistema unidirecional, com cobrança somente no sentido interior-capital. Já os pórticos de free flow funcionam nos dois sentidos, o que vai dobrar a despesa com pedágio nos deslocamentos entre os Vales do Sinos e Caí. Cidades da região viabilizam caminhos alternativos aos pontos de cobrança.

Os demais pórticos de free flow que começam a funcionar ainda em fevereiro ficam na Serra: em Farroupilha (km 45,5 da RS-122); Ipê (km 151,9 da RS-122); e em Carlos Barbosa (km 6,5 da RS-446).

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Como é feito o pagamento do pedágio free flow?

Segundo a CSG, após a passagem pelo pórtico de cobrança automática, os clientes têm até 15 dias para pagar a tarifa. Clique aqui e tire dúvidas sobre o novo sistema de cobrança de pedágio.

O valor, que varia de um pórtico para outro, pode ser pago por meio de tag (adesivo eletrônico colado no para-brisas), no aplicativo “CSG FreeFlow”, pelo site freeflow.csg.com.br ou nas cinco bases de atendimento da concessionária, localizadas na RS-122, na RS-453 e na RS-240.

Balanço do primeiro ano de concessão da CSG

Ao iniciar seu segundo ano de concessão, a CSG fez um balanço de como foi o primeiro ano. A informação é de que “os 12 primeiros meses de concessão foram concentrados na execução dos trabalhos iniciais de pavimentação, sinalização e reformas nas seis malhas viárias”.

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“Em fevereiro de 2023 encontramos rodovias em estado precário, que tinham problemas de pavimentação, em obras de arte especiais, drenagem, sinalização, terraplenos, elementos de proteção e segurança. Atualmente, temos a satisfação de entregar as seis rodovias com todos os seus sistemas plenamente funcionais, agregando uma melhora significativa na trafegabilidade”, salienta Ricardo Peres, diretor-presidente da CSG.

“Foram restaurados todos os pavimentos dos 271,5 km da concessão. Entre as obras, destaco a recuperação dos 40 km da RS-122, entre os km 126 e 168, um trecho que apresentava condições muito precárias até então, entre os municípios de Antônio Prado, Ipê e Campestre da Serra”, disse o secretário de Parcerias e Concessões do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Pedro Capeluppi.

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Capeluppi destacou ainda a instalação das bases de atendimento ao cliente, “que garantem maior segurança e conforto para os motoristas, bem como a rápida resposta diante de eventos climáticos extremos no sentido de liberação dos locais afetados das rodovias”. Um Centro de Controle Operacional (CCO) foi construído junto à base de atendimento ao cliente em Farroupilha.

Os números do primeiro ano de concessão da CSG

  • Roçada, limpeza, capina, poda baixa em 26.067.840 m²;
  • Quase 10 mil placas de sinalização limpas, niveladas e instaladas;
  • 140 toneladas de resíduos recolhidos ao longo malha rodoviária;
  • Poda alta realizada em 543 mil metros;
  • 70 obras de artes especiais foram limpas, pintadas e estão com drenagens funcionais;
  • Mais de 150 guarda-corpos aplicados em pontes, passarelas, túneis e viadutos;
  • Instalação de mais de 18 mil metros de barreiras de proteção;
  • Desobstrução e recuperação de drenagens de 4,8 mil vias;
  • Cerca de 105 mil toneladas de asfalto aplicadas na recuperação do pavimento;
  • 5.787 atendimentos mecânicos, como pane elétrica, troca de pneu e guincho;
  • 1.308 emergências médicas com ambulância;
  • Construção de 5 bases de atendimento para descanso e apoio aos clientes (Ipê, Flores da Cunha, Farroupilha, Bom Princípio e Capela de Santana);
  • Construção do Centro de Controle Operacional para monitoramento simultâneo dos 271,5 km de concessão;
  • Cerca de R$ 220 milhões investidos em melhorias e R$ 50 milhões na operação das rodovias.

Concessionária CSG tem que investir R$ 4,6 bilhões em 30 anos

O contrato de 30 anos de concessão prevê investimentos de mais de R$ 4,6 bilhões, sendo que cerca de 80% do valor será utilizado nos primeiros 10 anos do contrato.

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Entre as principais obras previstas para os sete primeiros anos da concessão estão a duplicação de 120 km de rodovias (67% do trecho), 55 km de faixas adicionais (terceira pista), 20 km de vias marginais (estradas paralelas às rodovias principais), 10 km de ciclovias (entre Caxias do Sul e Farroupilha), quatro postos de pesagem, 45 passarelas, 296 novos pontos de ônibus, ampliação da segurança viária e sinalização, atendimento 24 horas de socorro médico e mecânico, manutenção, entre outras ações.

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