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AVIAÇÃO

Raro Boeing 727 que ficou ilhado na enchente em Porto Alegre vai virar peça de museu

Equipes já estão preparando o avião para o transporte entre Porto Alegre e o interior do RS; última viagem do trijato deve ser ainda em setembro

Igor Henrique Muller
Publicado em: 31/08/2025 às 15h:40 Última atualização: 31/08/2025 às 15h:41
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O raro Boeing 727-200 de prefixo PR-TTP, que em 2024 ficou um mês ilhado durante a enchente no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, vai virar peça de museu. O avião ficou sem condições de voo e será levado de caminhão para o interior do Rio Grande do Sul.

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Boeing 727 da Total Cargo ficou um mês ilhado no pátio do aeroporto Salgado Filho | abc+



Boeing 727 da Total Cargo ficou um mês ilhado no pátio do aeroporto Salgado Filho

Foto: Mauricio Tonetto/Secom

O avião está parado em uma área do Salgado Filho desde que foi retirado do pátio do terminal 2, onde permaneceu durante a enchente. Ainda no ano passado os três motores foram removidos e, as janelas, lacradas. Nos últimos dias foi dado início ao processo de desmontagem das asas para o transporte.

O trijato que era operado pela Total Cargo fará sua última viagem até o fim de setembro. O destino será o Museu Militar Brasileiro, que fica em Panambi. O avião será levado de caminhão em uma operação que promete chamar atenção dos gaúchos.

Segundo o Museu Militar Brasileiro, o comboio sairá de Porto Alegre pela BR-290 (free way) até Eldorado do Sul. De lá, vai até Santa Maria, passando por Pantano Grande, Cachoeira do Sul e São Sepé. O último trecho será de 170 quilômetros entre Santa Maria e Panambi, passando por Cruz Alta.

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A viagem não será pela BR-386 devido às obras de duplicação. O transporte será sempre durante o dia, de segunda a quinta-feira. O “charuto” do avião será transportado em uma plataforma. As asas e o trem de pouso irão em outros caminhões. Ao todo, a carga terá peso de aproximadamente 45 toneladas.

O Museu Militar Brasileiro

Localizado em Panambi, o Museu Militar Brasileiro existe desde novembro de 2009 e está aberto para visitação desde fevereiro de 2011. Foi fundado por Sefferson Steindorff, um dos maiores colecionadores de viaturas militares do Brasil.

Embraer Xavante é um dos aviões do Museu Militar Brasileiro, de Panambi | abc+



Embraer Xavante é um dos aviões do Museu Militar Brasileiro, de Panambi

Foto: Divulgação

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O museu conta com um acervo de quase 200 viaturas, incluindo mais de uma dezena de aviões e helicópteros. O raro trijato Boeing 727 fará companhia a dois Boeing 737-300 que estão no museu. Um virou sala de cinema e biblioteca. O outro é usado como sala de exposição de artefatos militares históricos.

A história do Boeing 727

O Boeing 727-200 que pertencia à Total Cargo e agora fará parte do Museu Militar Brasileiro voou por nada menos que 46 anos. Seu primeiro voo foi em 20 de abril de 1978. No mesmo ano passou a voar pela Hughes Airwest, dos Estados Unidos. No ano seguinte passou para a Phillipine Airlines (Filipinas). Em 1981 para a Republic Airlines (EUA) e, em 1986, para a Northwest Airlines (EUA).

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Em 1996, o avião passa a ser utilizado pela Ecuatoriana de Aviación (Equador). Em 2000 é convertido do transporte de passageiros para o transporte de cargas e passa a ser utilizado pela Express One (Japão). Em 2003 passou para a Loyd Aéreo Boliviano (Bolívia) e, em 2007, para a Total Cargo (Brasil).

Boeing 727 da Total voou pela Equatoriana na segunda metade dos anos 1990 | abc+



Boeing 727 da Total voou pela Equatoriana na segunda metade dos anos 1990

Foto: Reprodução

“É um avião rápido e confiável”, definiu o comandante Paulo Fernando Jaeger em entrevista ao canal ASA que foi publicada no dia 25 de outubro de 2020 no YouTube. Na ocasião, o comandante informou que tinha pouco mais de 14 mil horas de voo no Boeing 727-200.

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O Boeing 727 foi usado no Brasil para transporte de cargas até setembro do ano passado, quando a Total substituiu os dois restantes na frota por modernos 737 cargueiros. O modelo marcou época também no transporte de passageiros. Foram dois acidentes fatais. Clique aqui e relembre.

Seis meses depois, como está o Boeing 727 atingido pela enchente em Porto Alegre
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