Os cuidados com a saúde precisam ser redobrados com a forte onda de calor no Rio Grande do Sul nesta semana. Conforme a MetSul Meteorologia, as temperaturas podem atingir até 43°C nos primeiros dias deste mês, com breve pausa no calor somente no próximo fim de semana, quando a previsão é de tempestades severas.

Foto: Arquivo/GES
A exposição ao sol pode provocar queimadura solar, manchas na pele e aumento do risco de câncer da pele. “Esse é o pior efeito da radiação”, pontua a professora do curso de Medicina da Universidade Feevale, a dermatologista Kenselyn Oppermann. Além disso, complementa, a exposição direta ao sol por longos períodos sem proteção pode provocar desidratação e sintomas de fadiga, tontura, taquicardia, dores de cabeça, boca seca, sonolência e urina escura.
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Não é por acaso que bonés, chapéus, toalhinha, protetor solar e muita água são vistos com facilidade em quem está enfrentando ambientes externos com altas temperaturas desde o início da manhã desta segunda-feira (3), em Novo Hamburgo. Entretanto, na prática, o uso de protetor solar não é realidade constante.
Em uma obra do bairro Canudos, o pedreiro Maximiliano Vieira Nunes, 32, conta que sente que a pele arder, mas não tem o hábito de passar protetor solar. O servente Andrigo Domingues Lemos, 21, passa duas vezes por semana. Os dois chegam a consumir 10 litros de água diariamente para manter a hidratação e matar a sede.

Foto: Susi Mello/GES-Especial
Água
Antes das 9 horas, a dona de casa Josephine Kretzer, 88 anos, já fazia sua caminhada pela Rua Bento Gonçalves, no Centro hamburguense. Protegida do sol pelo boné e hidratada com água que carrega em sua garrafinha, Josephine relata que independentemente do calor mantém o consumo de água para garantir a hidratação. “Água direto. Nada de guaraná ou Pepsi”, sentencia.
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No Parcão, além da água e boné, a toalhinha para secar o suor por conta de exercícios e o protetor solar também são aliados para o momento de exercícios. Uma turma do Programa Melhor Idade (PMI) encontra na sombra de árvores a alternativa de proteção do sol forte desde o início das aulas das 8h30. Sob a batuta do professor Diogo Fragoso, a turma de mulheres mantinha o foco nos exercícios aeróbicos. No entanto, comentaram algumas, sempre dentro de seu limite.
Recomendações
A hidratação é o mais importante. Por isso, o consumo de água, especialmente para crianças e idosos, deve ser constante. O ideal é que as pessoas tenham sempre uma garrafinha de 500 ml próximo de si. Assim conseguem ir monitorando se estão ou não consumindo. “É preciso beber mesmo sem sede”, alerta a dermatologista.
• A média de consumo de água é de 35 ml por quilo. Na prática, significa que uma pessoa com 70 quilos exige 2 a 3 litros de água por dia. Isso pode variar conforme o grau de atividade física.
• Neste período de calor intenso, prefiram as áreas com sombras e ambientes climatizados
• Evite o sol entre 10 e 16 horas
• Use roupas leves, de preferência de algodão. As roupas com proteção ultravioleta são recomendáveis especialmente para quem trabalha e se locomove sob o sol.
• Protetor solar deve ser reaplicado a cada três horas, com fator 30
• Bonés, chapéus e óculos solares são proteções físicas importantes
Fonte: professora do curso de Medicina da Universidade Feevale, a dermatologista Kenselyn Oppermann.
O que orienta a SES
A Secretaria Estadual de Saúde (SES/RS) orienta, dentro do escopo de ação da Atenção Primária à Saúde (APS), a organização das equipes que atuam nos territórios para atuar no município no intuito de mitigar os efeitos das ondas de calor instruindo as equipes a realizar ações de busca ativa e acompanhamento de usuários vulneráveis, orientar aos usuários em relação às medidas protetivas a serem adotadas em relação ao calor extremo, assim como manter os serviços de saúde disponíveis e acolhendo a demanda espontânea durante todo o horário de funcionamento. A manutenção de comunicação constante com a população sobre outros pontos de atendimento no turno da noite, aos finais de semana e feriados também são indicados.
Bolha na Argentina

Foto: METSUL
Segundo a MetSul, o calor excessivo sobre o RS está associado a uma bolha de calor no norte da Argentina. Máximas na região chegaram a 36,8 graus em Campo Bom e Parobé, 36 em São Leopoldo e 34,8 em Novo Hamburgo. Confira detalhes da previsão do tempo para os próximos dias na página 22.