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PREVENÇÃO

São Leopoldo deve concluir elevação dos diques em maio

Prefeitura trabalha também em outras ações de combate às enchentes

Publicado em: 14/04/2025 às 03h:00 Última atualização: 14/04/2025 às 07h:28
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As obras de elevação do dique do bairro Campina estão previstas para serem concluídas até o mês de maio, de acordo com a prefeitura de São Leopoldo, fechando um trabalho de aumento das estruturas do sistema de prevenção às cheias que se iniciou após a grande inundação de maio do ano passado.

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Dique do bairro Campina faz parte da última etapa de aumento da altura das estruturas



Dique do bairro Campina faz parte da última etapa de aumento da altura das estruturas

Foto: Divulgação/Prefeitura de São Leopoldo

“Com um investimento aproximado de R$ 5 milhões, o projeto é de um levantamento de 30 a 80 centímetros de altura em toda a extensão de 2 quilômetros do Dique”, informa o diretor de obras e engenheiro Nilson Karam, que atua na Secretaria Municipal de Obras e Viação (Semov).

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Pelo projeto da gestão anterior da Prefeitura, o objetivo era ampliar a altura em até 50 centímetros. No entanto, em fevereiro deste ano, o prefeito Heliomar Franco afirmou, em suas redes sociais a retomada das obras do Dique Campina, que essa ampliação poderia chegar a até 80 centímetros.

Obras no dique

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Conforme Karam, o dique da Vila Brás, no bairro Santos Dumont, está com a obra de elevação concluída desde meados de dezembro de 2024. “Como o trabalho é feito com o apoio da topografia, a gente consegue avaliar pontos em que o dique havia cedido mais. Mas ele vinha cedendo aos poucos desde os anos 80, não foi algo causado só pela enchente do ano passado”.

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Com a conclusão do Dique Campina, finaliza-se por completo o trabalho emergencial de elevação da altura dos diques, iniciado em julho de 2024 em resposta à enchente de maio. As obras começaram pelo dique do bairro Vicentina, seguindo pelos trabalhos na Vila Brás e Campina. “As obras já estão bem adiantadas. Está sendo ampliado conforme a necessidade. Onde cedeu 30 centímetros, vai ser aumentado 30 centímetros, onde cedeu 80 centímetros, vai ser aumentado 80 centímetros”, diz Karam.

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Desassoreamento do Sinos

Sobre o andamento dos trabalhos de limpeza das margens do rio e do canal extravasor (a várzea) e desassoreamento no trecho crítico do Sinos, a secretária do Meio Ambiente (Semmam) leopoldense, Cláudia Costa, explicou que “o primeiro relatório das ações desenvolvidas está sendo concluído pela equipe técnica”.

Além do desassoreamento, os trabalhos envolvem ainda uma análise técnica dos sedimentos removidos do leito do rio, das margens e do canal, de forma a verificar se devem ser descartados ou se podem ser reaproveitados em obras públicas.

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“Em relação a análise dos sedimentos, a Semmam estima que os resultados estejam prontos em 15 dias (a partir do dia 3). Após sair o resultado laboratorial do material recolhido, a empresa contratada faz sua interpretação para finalizar o relatório”, afirma Cláudia.

Bombas anfíbias instaladas

Em fevereiro, as prefeituras de São Leopoldo e Novo Hamburgo firmaram uma parceria para colocar duas bombas anfíbias em funcionamento no limite da Vila Brás, em São Leopoldo, com o bairro Rondônia. As bombas haviam sido colocadas após as enchentes e, em novembro de 2024, tiveram seus cabos furtados e não foram consertadas.

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De acordo com o diretor-geral do Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae), Gabriel Dias, as obras já estão em andamento. A finalidade é recuperar a parte elétrica, reposicionar as bombas, colocar as tubulações e religar na casa de bombas de Novo Hamburgo, com painel e inversor novos. Na parceria, Novo Hamburgo cede a eletricidade e a Casa de Bombas para que São Leopoldo, então, ligue e faça as instalações.

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“Atualmente, estamos na fase de instalação dos painéis elétricos e do transformador, que são etapas fundamentais para o pleno funcionamento das bombas anfíbias”, afirma Gabriel Dias. “Essa intervenção faz parte do conjunto de ações para garantir mais eficiência no sistema de drenagem implantado durante a enchente”, continua.

Novos diques

Sobre a possibilidade de construção de diques no bairro Feitoria e nas proximidades da Rua das Camélias, no bairro Pinheiros, reivindicações da comunidade fortalecidas após a enchente, Karam destacou que “esse projeto não será iniciativa direta da prefeitura, mas um projeto de nível estadual. Será necessário analisar possíveis efeitos colaterais, onde irá impactar no nível do rio, disponibilidade de verbas, efeitos nas demais regiões.”

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A Secretaria da Reconstrução Gaúcha, por meio de sua assessoria de imprensa, explicou que esses diques estão inseridos no Plano Metropolitano de Proteção Contra Cheias. “O projeto está em fase de EIA RIMA – sigla para Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA)- e receberá ajustes para adequação aos novos parâmetros hidrológicos”, explica, acrescentando que o plano está em etapa de revisão.

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Sobre uma estimativa de prazo para a conclusão dessa análise, a secretaria estadual afirmou, através da assessoria, que o projeto deve demandar mais tempo, por ser mais incipiente. “Os projetos que estão mais adiantados em suas revisões são o Arroio Feijó (de Porto Alegre e Alvorada) e Jacuí (de Eldorado), como o próprio governador (Eduardo Leite) já disse em coletivas.”

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