Moradores do Vale do Sinos terão a oportunidade de aprender sobre ciência e assuntos da atualidade de forma simples, acessível e direto de locais como uma mesa de bar. A proposta segue o cenário idealizado pela Pint of Science, iniciativa britânica lançada em 2013 e que há pelo menos 10 anos é desenvolvida no Brasil. Neste ano, além de Novo Hamburgo, Sapiranga terá momentos voltados à prática.

Foto: Reprodução/Instagram
Estreante neste formato de evento, o município sapiranguense discute os temas “Nós e a IA, a IA e nós” e “Produtos Sustentáveis e Indústria Criativa”, direto do O Rancho Hamburgueria e da NYS Coffee Shop, respectivamente, na terça e quarta-feira, dias 19 e 20, a partir das 19h. Na cidade, a condução dos bate-papos marcados pela desconstrução e informalidade fica por conta de integrantes do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) Câmpus Sapiranga.
Em Novo Hamburgo, o evento acontece no Velho Viking Beer e no Boteco 1538, nos mesmos dias e horários de Sapiranga. No primeiro endereço, os temas são “Vírus de Cinema: O que da ficção pode ser real?” e “Drogas, álcool e um fio de cabelo: a ciência por trás do passado”, enquanto que a segunda atividade segue a temática “O tempo não para: estamos preparados para viver mais e melhor?”. No município, quem propõe debates leves acerca dos temas são membros da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão da Universidade Feevale.

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A entrada é gratuita e o público participante paga apenas o que for consumido nos locais que abrem as portas para o Pint. O evento, que ocorre simultaneamente no mundo inteira, alcance números históricos no país, com a realização da atividade em 213 cidades neste ano. No Rio Grande do Sul, 20 municípios estão incluídos no movimento.
Como são definidos os temas?
As discussões, além de serem sobre assuntos atuais e ligados à tecnologia e/ou a ciência, costumam respeitar orientações nacionais do comitê ligado ao Pint. No entanto, 2026 será marcada pela exploração de temáticas atuais e próximas ao cotidiano das cidades onde a proposta acontece. “Assim, as organizações do evento nas diferentes cidades estavam livres para selecionar um ou múltiplos temas”, explica o professor do IFSul Sapiranga, Douglas Kellermann.
“Embora exista abertura total quanto às possibilidades, os temas, apresentadores e breve resumo das atividades são enviadas para organização do Pint of Science Brasil que faz uma curadoria das propostas, verificando e aprovando todas as atividades e seus respectivos temas”, explica Douglas.
Locais que recebem o evento
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Conforme mencionado, a ideia do Pint of Science é justamente levar o conhecimento sobre assuntos aparentemente complexos e repletos de tecnicidade ao público em geral, engajando a comunidade sobre temas de impacto social. Por isso, os locais que recebem os diálogos destoam de laboratórios e centros de pesquisa.
“Inicialmente, seis locais foram considerados, quatro deles foram visitados e, ao final, os dois estabelecimentos selecionados para edição de 2026 registraram formalmente o interesse de atuar como parceiros do Projeto de Extensão Pint of Science Sapiranga 2026”, explica o professor do IFSul sobre a definição dos endereços na Cidade das Rosas.
“Boa conversa”
Mais do que oferecer explicações simples sobre assuntos estigmatizados como intrincados, a ideia do Pint é estimular a participação de seus ouvintes. “É um evento pensado para permitir a participação de todos os públicos. Locais descontraídos e sem formalidades, associados ao uso de linguagem simples, permitem que a divulgação científica esteja no centro de uma boa conversa e alcance todas as idades e todos os estratos sociais”, comenta Douglas Kellerman, professor do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) Câmpus Sapiranga.